quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

SESCANÇÃO vai acontecer no Espaço EMES

É pessoal, com o Teatro Atheneu fechado para reforma (lá se vão 14 meses de obras), restou ao SESC realizar seu tradicional SESCANÇÃO no Espaço EMES. Talvez seja grande demais a dimensão do lugar, para o evento, mas para uma Mostra Sergipana de Música como esta, tão tradicional, é melhor prevenir do que remediar.

Neste sábado, a partir das 20h, com entrada franca, o público que comparecer à casa de show, conferirá as 15 canções selecionadas de um total de 75 inscritas. A grande novidade desta 12a edição, é que músicas instrumentais e de origem indígena, por exemplo, foram aceitas na inscrição encerrada na semana passada.

Inclusive, duas instrumentais, "Baião Inteiro" e "SOFISE" estarão concorrendo nesta finalíssima. As outras canções selecionadas foram "Cadê a Severina", "Eu Sou de A", "Deixe a Lágrima Correr", "Renascer", "Cleomar", "Amo Você",  "Meu Menino", "Semente no Chão", "Pontal", "Caixeiro da Esperança", "Cafés, Sonhos e Poesias", "Transversal" e "Vista para o Mar".

Na ocasião, o SESC irá prestar uma homenagem à musicista Maria Olívia e apresentar ao público aracajuano, o concerto da Orquestra Sinfônica Vale do Cotinguiba, formada por adolescentes do município de Nossa Senhora do Socorro.

Texto: Suyene Correia

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Simonal" em som Mono

Frustração. Esta foi a sensação que tomou conta de mim, após a exbição do documentário "Simonal- Ninguém Sabe o Duro Que Dei" na última Sessão Notívagos, que aconteceu no sábado passado. Não que o filme  não seja bom. Pelo contrário. Para quem  não conheceu a figura carismática e ao mesmo tempo irreverente do cantor/apresentador de programas de auditório,  ele chega a ser revelador.
Mas é que por conta de problemas da mídia digital enviada para cá, pela distribuidora, os expectadores não puderam conferir o som do filme em dolby digital na sala 8.

Baseado em depoimentos de figuras ilustres- como Chico Anysio, Nélson Motta, Miéle e Tony Tornado- além de amigos (Pelé, era um deles) e muitas imagens de arquivo, o filme delinea o perfil do cantor que tinha um potencial vocal muito peculiar (mostrado no sublime duo com Sarah Vaughan, em "The Shadow of Your Smile", num programa da TV Tupi) e comandava as multidões, como ninguém.

Um desses episódios é de arrepiar: ele abriu o show de Sérgio Mendes num Maracananzinho lotado, que num uníssono coro acompanhava a canção "Meu Limão, Meu Limoeiro". Com a entrada da atração principal, seguiram-se vaias e Simonal teve que voltar ao palco para dividir uma música com Sérgio Mendes, na esperança de "acalmar" a plateia. Ali, consagrava-se o cantor negro, de voz afinada e com jeitão de malandro, que conquistava a cada apresentação, novos admiradores.

Mas, pouco tempo depois, sua imagem ficaria manchada para sempre num episódio até hoje mal explicado, envolvendo o cantor, seu ex-contador Raphael Viviani (acusado de roubá-lo), e o Dops (alguns dos seus funcionários teriam torturado o contador e as acusações de mando teriam caído sobre Simonal). O ponto alto do documentário é justamente o depoimento do ex-contador, que deixa aquela dúvida ainda pairando no ar: afinal, Simonal era delator, de direita, ou um ingênuo ?

Independente disso, o filme nos oportuniza conhecer e entender o porquê de tanta bajulação da mídia e do público carioca para com ele no anos 60. Ao mesmo tempo em que  nos  entristece, ao mostrar o poder da mídia em destruir uma carreira, como  aconteceu com a de Simonal, talvez por conta de uma fraca apuração dos fatos reais.

O filme já pode ser encontrado em DVD, ao preço de R$ 46,50 (www.2001video.com.br) e a trilha sonora, se ainda tiver nas Americanas do Shopping Jardins, custa em torno de R$ 20.

Texto: Suyene Correia

OBS: A noite ainda foi regada pelo som do Ferraro Trio que mandou ver com composições próprias e novas versões de clássicos como "Beat It" do Michael Jackson. A Sessão Notívagos tem a proposta de unir cinema e música, com projeção de filme seguida de apresentação musical no hall do Cinemark Jardins.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Overdose de Excelente Música Instrumental




Decididamente, este  final de semana ficará na história. Não me lembro de quando assisti a tanto show bom, em tão pouco tempo. Talvez no último Festival de Jazz que aconteceu em Aracaju. Ou mesmo no que fui conferi na Praia do Forte, no primeiro semestre. Mas eram eventos de mais de uma dia e, sendo assim, não conta.

Agora, shows diferenciados e do nível que está acontecendo em Aracaju em 48 horas...Talvez tão cedo, não ocorra. Depois do ÊXTASE de ontem, com o guitarrista Stanley Jordan e Armandinho, hoje foi a vez de Marcel Powell mostrar que "filho de peixe, peixinho é". Pelo menos, se não toca com a "limpeza" que o pai, Baden Powell, executava o instrumento- violão- talento ele traz no DNA.

Com um repertório prá lá de eclético, Powell mostrou em pouco mais de uma hora de show, o seu talento para com os arranjos e a sincronia perfeita com os músicos Josias Pedrosa (baixo) e Sandro Araújo (bateria). "Essa Mulher" de Joyce e Ana Terra, "Samba de Uma Nota Só" de Tom Jobim e Newton Mendonça e "Cry Me a River" de Arthur Hamilton foram apenas algumas das pérolas que o trio apresentou maravilhosamente bem.

Como se não bastasse, no show do Projeto Circular BR, o público ainda pode contar com a presença de Victor Biglione, experiente guitarrista, que depois de duas performances com Powell, confessou estar muito feliz em retornar a Aracaju, depois de mais de 30 anos.

Ainda fizeram parte do repertório "Deixa", "Só Danço Samba", "Manhã de Carnaval", "As Rosas Não Falam", Serra da Boa Esperança", "Guerreiro Menino" e "Apanhei-te Cavaquinho", além de dois pout pourris.

O único porém do show, que aconteceu no Teatro Lourival Baptista, foi a pane que ocorreu com a ilminação do palco, na metada final do bis. Os músicos não perderam a concentração e tocaram cerca de dois minutos no escuro. A plateia soube contornar o "apagão" surpresa e "viajou" no desempenho da trupe. Antes uma pane na luz, que no som...

Texto e Fotos: Suyene Correia

Legenda da Foto 1: Marcel Powell no início do show do Circular BR

Legenda da Foto 2: O baterista Sandro Araújo já trabalhou ao lado de Beth Carvalho, João Donato, Zélia Duncan, entre outros

Legenda da Foto 3: O baixista Josias Pedrosa mandou bem fazendo a base das músicas

Legenda da Foto 4: Biglione e Powell mostraram bom entrosamento no duo de vários clássicos da MPB

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Café Pequeno lança "Na Cozinha de Badyally"



O sonho era antigo, mas só agora pode ser realizado. Depois de cinco anos de existência tocando e encantando o público sergipano, em vários redutos de música instrumental de primeiríssima qualidade, o terceto Café Pequeno lança seu primeiro disco, intitulado “Na Cozinha de Badyally”.


O show de lançamento acontece, amanhã, às 23h, no Capitão Cook, ocasião em que os presentes poderão conferir, em primeiro mão, o repertório do CD- a maioria das composições são de autoria dos integrantes do grupo-  além de clássicos consagrados da MPB.


Ao longo do último ano, as apresentações do Café Pequeno, formado por Guga Montalvão (violão), Júlio Rêgo (gaita) e Pedrinho Mendonça (percussão), deram lugar ao trabalho de finalização do disco que conta com nove faixas, entre as quais, “Última Batalha” de Guga Montalvão, “Por Jaco” de Júlio Rêgo, “Maneiroso” de João Rodrigues e “Iara na Cozinha” de Pedrinho Mendonça.


Também pode ser conferida no produto fonográfico "Café Pequeno" de autoria do grupo e "Bebê" de Hermeto Pascoal que deram o formato à primeira Demo do grupo.  Com projeto gráfico de Dudu Prudente e fotografias de Lúcio Telles, o disco será comercializado ao preço de R$ 10 e quem quiser conferir o show, basta levar um brinquedo (que será doado posteriormente a uma instituição carente).


O Capitão Cook fica localizado no Bairro Coroa do Meio, próximo ao farol.


Texto: Suyene Correia
Foto da capa do disco: Lúcio Telles

Êxtase e delírio no TTB



Acabei de chegar do show dos "feras" Stanley Jordan e Armandinho e, simplesmente, estou em estado de ÊXTASE. Desde que o Teatro Tobias Barreto foi inaugurado há sete anos, nunca tinha presenciado uma catarse dessa magnitude. E tudo por causa do norte-americano Jordan, que toca guitarra de uma maneira bem peculiar e é considerado um virtuose do jazz contemporâneo.

Com seus arranjos impressionantes, Jordan, que nasceu em Chicago e completou esse ano, meio século de vida, foi hipnotizando a platéia presente no Teatro Tobias Barreto pouco a pouco, a cada performance. Ora solando, ora acompanhado dos músicos Ivan "Mamão" Conti (bateria) eDudu Lima (baixo).

Quando chamou ao palco o guitarrista Armandinho Macedo, a emoção chegou ao ápice. Eles executaram entre outras canções, "Eleanor Rigby" dos Beatles, "Trenzinho Caipira " de Heitor Vila-Lobos e um clássico do Jimi Hendrix, "Little Wing". Nesta última, acompanhado dos músicos, o duo fez o público delirar com os arranjos primorosos, ainda que numa atuação improvisada (como bem falou Armandnho nos bastidores).

A surpresa ainda estava por vir, com o luthier sergipano Elifas Santana (hoje idealizador da melhor guitarra baiana), presenteando o norte-americano com um desses instrumentos fabricados em sua empresa. Pena, que Jordan não tenha se arriscado a tirar umas notas com o "presentinho" para o público que quase lotou as dependências do teatro conferir em primeira mão.

Inteligente e sensato, ele preferiu fechar um dos melhores shows que os sergipanos já presenciaram no TTB, com um solo de "Noite Feliz", prá lá de modificada. Deixou todo mundo boquiaberto e "encantado" com os acordes tirados de sua guitarra, num misto de delírio e êxtase. Que volte logo esse mister da música contemporânea. Aracaju precisa de mais espetáculos como este !!!!

Texto e fotos: Suyene Correia

Legenda da Foto 1: Stanley Jordan "aquecendo" a platéia com sua performance solo

Legenda da Foto 2: Não menos instigante é sua atuação em trio com músicos renomados

Legenda da Foto 3: Ponto alto do show, fazendo duo com Armandinho

Legenda da Foto 4: Detalhe do bandolim e da guitarra, respectivamente, de Armandinho e Jordan

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"As Aventuras de Seu Euclides- Chegança" tem exibição no SESC

O SESC lança amanhã, às 19h, no auditório da Unidade Centro, o curta-metragem “As Aventuras de Seu Euclides - Chegança” de Marcelo Roque Belarmino. O filme relata as façanhas marítimas dos portugueses durante o Império de Portugal, em especial, a vitória dos cristãos sobre os mouros invasores de Portugal.

Segundo o diretor, Marcelo Roque Belarmino, esse é o segundo vídeo dessa série. O primeiro foi “As aventuras de Seu Euclides- Parafusos”, produção de 2007, classificado em seis festivais de cinema pelo Brasil. “O segundo é marcado com vários cenários e com bonecos de manipulação tendo como protagonista seu Euclides um velho contador de histórias. O curta-metragem materializa as raízes culturais e traça uma abordagem dinâmica com o telespectador que muitas vezes desconhece a base histórico-social que compõe as lendas de cunho popular do Nordeste”, disse o diretor.

O  lançamento oficial do projeto aconteceu no Centro de Criatividade, em agosto, com grande público, trazendo novas discussões e conhecimentos a respeito do audiovisual e a cultura sergipana. Depois da exibição de amanhã, que encerra o Projeto Cine-Olho desenvolvido pelo arte-educador, Wolney Nascimento, haverá debate com o diretor do filme além de Anselmo Seixas (criador dos bonecos), Everlane Morais (direção de arte), Isaias Nascimento (dublagem). O acesso é gratuito e a unidade do SESC/centro está localizada à rua Dom José Thomaz, 235.

Texto: Suyene Correia

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tem um tempinho, aí ????




O sergipano notívago não poderá reclamar da avalanche de eventos que acontece esta semana na cidade. Em Aracaju é assim. Para uma cidade relativamente pequena e com algumas privações em nível de produções culturais, quando ocorre mais de uma, no mesmo dia, a gente fica meio sem saber para onde ir.
Pelo menos, durante três dias isso irá acontecer, mas com um ótimo "jogo de cintura", tiraremos de letra os choques de horário.

Nesta quarta-feira, haverá no Teatro Tobias Barreto, o espetáculo humorístico "Os Cafajestes". Sob a direção de Fernando Guerreiro, os machistas Onório, Alencar, Alfredinho e Estevão pretendem botar a platéia para sorrir , às custas de muitos episódios envolvendo as mulheres. Os ingressos antecipados para o musical estão sendo vendidos ao preço de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Sendo que no dia do espetáculo, marcado para iniciar às 21h, a entrada custará R$ 40 e R$ 20 (meia).

Nesta mesma noite, o artista plástico Adauto Machado (mais conhecido pelos seus cavalos pintados)  abrirá no Centro de Arte e Cultura J. Inácio (Orla de Atalaia) a exposição "Do Ocre Aos Pastéis". Serão cerca de 40 obras pintadas pelo artista dorense, entre 2004-2009. Como novidade, Adauto mostrará alguns temas ainda não muito explorados por ele, como o futebol, marinhas e o folclore sergipano.
No vernissage, marcado para às 20h, o Grupo Imbuaça estará realizando uma performance. A exposição que prossegue até o dia 20 de dezembro, teve apoio cultural da Secretaria de Estado da Inclusão, Asistência e do Desenvolvimento Social, SEGRASE e Bar e Restaurante Parati.

Na quinta-feira, a partir das 21h, dois gigantes da guitarra (cada uma a seu modo) realizam apresentação única no palco do Teatro Tobias Barreto. Trata-se do baiano Armandinho Macedo e do norte-americano Stanley Jordan. Armandinho que já proporcionou um show inesquecível no TTB, juntamente com Yamandu Costa, há três anos, agora parece preparado para repetir a dose com o peso-pesado do jazz contemporâneo. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).


Na mesma noite, possivelmente enluarada, a Galeria de Arte Sayonara Viana abrirá suas portas para a exposição "Cromáticas Inacianas". Uma homenagem antecipada  ao artista plástico  J. Inácio que, se vivo, completaria 100 anos em 2011. Além de telas do artista do artista, que abrange sua produção nos últimos 40 anos (até 2005, ano que antecedeu sua morte) será possível constatar a arte em grafite do Coletivo Cabrunco idealizada por Marcos Vieira, Alan Adi e Fábio Sampaio.

Na oportunidade, o poeta Marcelo Ribeiro estará lançando seu mais recente livro, "Algum Poema de Nós". O vernissage está marcado para às 20h, sendo que a Galeria de Arte Sayonara Viana localiza-se à Rua Itabaiana, 740. A exposição prossegue até o dia 03 de janeiro.

Já na Suburb!a, quem dar o ar da graça é o cantor Leoni. O ex-integrante do Kid Abelha faz o show de aniversário da casa noturna em grande estilo. O ingresso custa R$ 40 e pode ser adquirido antecipadamente na Loja Stalker (Shopping Jardins).

Na sexta-feira, a boa opção de lazer fica por conta do Projeto Circular BR, que une no mesmo palco do Teatro Lourival Baptista, o violonista Marcel Powell (filho de Baden) e o guitarrista Victor Biglione. No repertório, canções como "Chora Violão", "Deixa" e "Só Danço Samba". Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia).

No sábado, a Sessão Notívagos que acontece às 23h59, no Cinemark Jardins apresenta o filme "Simonal- Ninguém Sabe o Duro que Dei" (já falei da trilha sonora aqui no blog). O documentário realizado por Cláudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer já deu muito o que falar Brasil afora, mostrando a ascensão e queda do cantor Wilson Simonal. Após a sessão de cinema, apresentação no hall do Cinemark do Ferraro Trio, formado por Robson Macaxeira (baixo), Saulinho (guitarra) e Rafael Jr. (bateria).  O ingresso para o evento (filme + show) custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

E haja fôlego para encarar tudo isso...

Texto: Suyene Correia

Legenda da Foto: Marcel Powell sobe ao palco do Teatro Lourival Baptista para apresentar  composições de seu pai Baden Powell