terça-feira, 24 de agosto de 2010

"Arca Russa" no CineExperiência


Não foi ainda conferir o CineExperiência ? Então, anote na sua agenda, que neste sábado, às 11h, no Palácio-Museu Olímpio Campos irá acontecer a exibição do filme "Arca Russa" de Aleksandr Sokúrov.

O projeto que teve início no dia 31 de julho, com a exibição de "O Grande Ditador" e apresentação de Ivan Valença, prossegue até o mês de novembro, com exibições quinzenais de filmes fora do circuito comercial, ditos independentes ou cults. 

Com entrada franca, o CineExperiência, que foi idealizado pelo coordenador de pesquisa e educação do Palácio-Museu, José Cláudio Teixeira, tem reunido um bom público, a exemplo da manhã de estreia e da exibição de curtas-metragens, no dia 14 de agosto, apresentados pela Rosâgela Rocha.

Neste sábado, a blogueira que vos escreve, apresentará esta obra-prima do cinema russo contemporâneo, dirigido pelo talentoso Sokúrov. O 'filme fantasia' do russo foi feito num único plano-sequência de pouco mais de uma hora e meia, sendo que durante este tempo, Sokúrov passa a limpo quase 300 anos de história, apoiando-se na própria história do Hermitage, um dos maiores museus do mundo, localizado em São Petesrburgo e que foi moradia dos Czares.

Quem não quiser perder esta oportunidade (a primeira e única exibição pública em 'Terras de Ará,' deu-se no Cinema de Arte, ainda no extinto Moviecom do Shopping Riomar), é bom chegar um pouquinho cedo, já que a sala multieventos, onde será projetado o filme, só comporta 70 pessoas.

Texto: Suyene Correia

Legenda da Foto: Cena das filmagens da "Arca Russa" produção de 2002

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Onde estão os legendados ?

Eu não tenho nada contra os dubladores de alto nível do mercado brasileiro. Pelo contrário, se não fossem eles, como as crianças entrariam no mundo mágico da cinematografia ? Sou contra, no entanto, que as pessoas que não curtem filmes sem legendas ou porque querem aprimorar seu inglês (ou outro idioma de sua escolha) ou porque já estão familiarizados com as vozes de seus ídolos, não tenham a oportunidade de escolha.

Vejamos. De forma recorrente, alguns filmes têm estreado  nos cinemas locais apenas com cópias dubladas. A exemplo de "Os Predadores", "O Último Mestre do Ar", "O Aprendiz de Feiticeiro" e "Meu Malvado Favorito" (alguns filmes de animação, em cidades maiores, entram em cartaz com cópias legendadas). Outros, como "A Origem" e "Salt", ainda pode-se escolher entre a versão dublada e legendada, embora "Salt" só possa ser vista nesta última versão, no Shopping Riomar.

Pois bem, a questão é que acompanhar filmes de animação dublados, a gente até entende (apesar de "O Fantástico Sr. Raposo", mesmo legendado, ter sido bem compreendido pelos baixinhos a partir de uma certa idade), mas filmes como "Salt", "Predadores" e "A Origem" é inconcebível aceitar que cópias repetidas estejam aportando por aqui, ao invés de uma diversificação maior de títulos.

Não sei como se dá essa política do Cinemark, mas cada dia que passa, o cinéfilo sergipano se vê mais acuado e sem opções em sua terra de poder assistir a títulos de qualidade. Uma certa vez, escrevi uma postagem aqui, com o título de Ponte Aérea Aracaju-Salvador, falando da necessidade de se deslocar até a capital baiana, a fim de conferir bons títulos. Parece que isso está longe de acabar...

Texto: Suyene Correia
 

Oi valoriza novos talentos

A Oi, em parceria com o SWU Music and Arts Festival – evento que acontece entre os dias 9 e 11 de outubro na fazenda Maeda, em Itu, São Paulo, reunindo música, artes e consciência sobre sustentabilidade numa experiência inédita no Brasil – abre concurso para dar espaço a novos talentos e bandas independentes no festival. As bandas escolhidas vão se apresentar no Palco Oi Novo Som, ao lado de nomes já consagrados da cena independente. Trata-se de uma oportunidade de artistas que estão começando, ganharem visibilidade na cena musical, atingindo um grande público num evento da dimensão do SWU.

Todas as bandas cadastradas no portal Oi Novo Som (www.oinovosom.com.br) estão, automaticamente, concorrendo. Os músicos interessados, que ainda não estão cadastrados, devem cadastrar seu perfil no portal (www.oinovosom.com.br). Bandas de todo o Brasil podem participar. A votação pública vai até o dia 31 de agosto e definirá as 12 bandas que participarão de uma segunda etapa seletiva, ao vivo. Essa fase consistirá em batalhas nas casas de espetáculos nas cidades de São Paulo, Recife e Rio de Janeiro. A votação popular poderá ser feita via SMS e/ou via os websites http://www.oinovosom.com.br e http://www.swu.com.br
 
Um júri formado pela OiFM e a organização do SWU escolherá, entre os 12 finalistas eleitos pelo público, quem serão os três grandes vencedores que mostrarão sua música no SWU. Como prêmio, cada um deles tocará em um dos três dias do festival. Contando com os três vencedores do concurso, o Palco Oi Novo Som vai apresentar, ao todo, 24 bandas da cena musical independente ao longo dos dias  9, 10 e 11 de outubro na fazenda Maeda, em Itu, entre artistas nacionais e internacionais.  Em breve, serão anunciados os headliners e o line-up completo desse palco. Regulamento sobre o concurso Oi Novo Som em http://www.oinovosom.com.br  e http://www.swu.com.br

 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dira Paes e Otto Jr. encenam "Caderno de Memórias"

O texto é de Jean-Claude Carrière e, só por isso, já vale a conferida da peça "Caderno de Memórias" que aporta amanhã e domingo, no Teatro Tobias Barreto. Mas o espetáculo promete ainda mais, por ser encenado pela dupla Dira Paes e Otto Jr., diga-se de passagem, ela voltando aos palcos, depois de cinco anos de afastamento.

Com certeza deve estar voltando com todo o gás, dando vida à personagem Suzanne, mulher que sem  explicações plausíveis invade o apartamento de um jovem advogado alegando estar à procura de um outro homem. Porém, em 72 horas, ela  irá causar transformações na vida de Jean Jacques (Otto Jr.), as quais o advogado jamais sonhara viver um dia.

Dirigida pelo competente Moacyr Góes, a peça estreou no Rio de Janeiro no início do mês de abril e vem causando comoção onde tem passado pelo fato de abordar de maneira direta a preservação do outro em si, quando o desejo amoroso suplica pela união dos dois em um único corpo.

O espetáculo será apresentado às 21h, no sábado e às 20h, no domingo. Os ingressos adquiridos até o dia de hoje, na bilheteria do teatro, custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). A partir de amanhã, o preço sobe para R$ 60 (inteira) e R$30 (meia). A produção local é assinada pela Villela Produções.

Texto: Suyene Correia

Legenda da Foto: Suzanne e Jean Jacques: será que terminarão juntos ?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Hora das Cantorias

Nesta sexta-feira, a partir das 21h, no antigo restaurante O Paió, os cantadores Dinho Oliveira, Joaquim Antônio, Josino Medina, Muskito, Nino Karvan, Paulinho Jequié e Sena irão apresentar um show recheado com suas poesias no projeto “Cantoria, Versos e Viola”. O grupo, à exceção do mineiro Josino Medina, já se conhecia desde a década de 90, através das cantorias realizadas pelo Movimento Popular e Histórico de Canudos.

Após um hiato de 12 anos, os amigos decidiram se reencontrar e comungar dos mesmos anseios: “o de cantar as coisas da gente simples, mas cheia de sabedoria”,  como diz Joaquim Ferreira, acordeonista do grupo Casaca de Couro e idealizador desse encontro. “No ano passado, recebi uma mensagem do Sena  pelo Orkut, sugerindo que fizéssemos uma cantoria. Este ano, antes dos festejos juninos terminarem, o Paulinho Jequié me escreveu dizendo que queria tocar aqui conosco e junto com isso, a produtora cultural, Rita Simone, disse que conhecia o Josino Medina e iria convidá-lo para esse encontro. Ele topou. Convidamos então, o Dinho, Muskito e o Nino Karvan para completar o grupo e agora, iremos fazer essa apresentação, reunindo cantadores de vários Estados”, conta.

É verdade. Apesar de morarem há muito tempo em Sergipe, Joaquim é matogrossense, Muskito é alagoano e Sena é cearense. Juntam-se a eles, os baianos Paulinho Jequié e Dinho Oliveira, o mineiro Josino Medina e o único sergipano Nino Karvan. A expectativa é grande desse encontro, já que não se faz uma cantoria como essa por aqui, há um bom tempo. Não será apenas um desejo atendido para os músicos, como também da platéia que se fará presente. “Muitos universitários, intelectuais, artesãos e um público alternativo já vinha me cobrando isso. Então, será uma boa oportunidade de nos confraternizarmos, de fazermos um intercâmbio com artistas de outras localidades e celebrarmos a música regional brasileira”, explica Joaquim.

Essa cantoria irá também revelar diferentes tons. De acordo com o maestro Muskito, autor do “Xaxado de Propriá”, existem dois tipos de viola no Brasil, que se diferenciam, basicamente, pela sua afinação. A primeira é a viola caipira de Minas e interior de São Paulo, como a de Josino Medina, que trabalha mais como um instrumento independente, não só acompanhando um cantor, mas também fazendo ponteios e música solo.
A segunda é a viola dos repentistas, que funciona como um tapete, um fundo, para inspirar o cantor nos versos. Ambas são violas, mas com características diferentes. O que estabelece a relação entre as duas músicas dessas violas é exatamente essa coisa do campo, de falar sobre o povo, de cantar a música do povo. 

Não só os cantadores estarão presentes na noite desta sexta-feira, no Paió, mas também os cordelistas, os artesãos, as catadoras de mangaba, de modo que será uma noite cultural bastante alternativa. “Muito da riqueza cultural do nosso país, vem do chamado ‘Brasil Profundo’ que engloba a região do sertão brasileiro (que começa no Ceará e termina no Norte de Minas Gerais). A ideia desse encontro é mostrar, por exemplo, as peculiaridades e semelhanças que há no trabalho desenvolvido pelo violeiro do Vale do Jequitinhonha, pelo violeiro de Vitória da Conquista  e pelo violeiro sergipano e também como a construção cultural independe do poder do Estado, oportunizando ao pessoal da nova geração o acesso a um produto musical dessa natureza ”, diz Rita Simone.

Somando-se à  programação da noite, o poeta popular João Brasileiro fará, na abertura, participação especial e, no encerramento, a banda Casaca de Couro apresentará um animado forró pé de serra.
O projeto que tem o apoio da Nossa Escola, SESC, Fundação Aperipê, Infonet e Casa do Artista é uma realização da Casaca de Couro Produções Artísticas. Os ingressos a R$ 10 estão à venda na Casa do Artista, Rua Laranjeiras, 190 - Centro. Mais informações pelo telefone 3042-9506 ou casacadecouro@infonet.com.br

Texto: Suyene Correia

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Concerto Comemorativo da ORSSE

A Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE), sob a direção do maestro Guilherme Mannis, preparou um concerto especial comemorativo, que acontece amanhã, às 20h30, no Teatro Tobias Barreto. Com obras importantes orquestrais, da Sinfonia n. 3 “Eroica” de Beethoven até a música brasileira, com uma obra raramente tocada pelas orquestras, a Abertura Zemira do Pe. José Maurício, o repertório será regido pelo maestro assistente Daniel Nery, enquanto que o maestro titular Guilherme Mannis  tocará como solista, o Concerto para Piano em Dó menor, nº 24 de Mozart.

Pianista de formação profissional pela antiga Universidade Livre de Música, atual Santa Marcelina, na classe da pianista Marina Brandão, Guilherme Mannis, que está à frente da ORSSE há quatro anos, preparou-se para este concerto com muita dedicação, conciliando o ensaios diários da orquestra com as horas de estudo.

Quem não quiser ficar fora desta programação basta adquirir seu ingresso na bilheteria do teatro ao preço de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). A bilheteria funciona das 13 às 20h e mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3179-1496.

As Cores de Laranjeiras expostas no MUHSE

O fotógrafo JR Beiramar expõe a partir de amanhã, às 19h, no Museu do Homem Sergipano, 25 fotografias impressas em canvas, na individual "Cores de Laranjeiras". A mostra, que tem curadoria de Sayonara Viana e concepção de montagem das arquitetas Mônica Fonseca e Maíra Campos, é o resultado de dois anos de pesquisa de Beiramar para com o Encontro Cultural de Laranjeiras 

JR optou pelo uso de filtros e texturas digitais e da impressão em tela de algodão como suporte. “Minha intenção foi buscar algo diferente, para ressaltar ainda mais as texturas e as cores. Ainda por esse motivo é que escolhi a tela ao invés do papel como suporte de impressão”, explica.

Segundo a curadora, Sayonara Viana, o fotógrafo  nos revela os matizes vivos e expressivos de Laranjeiras nos conduzindo a um território lúdico no qual a festa se faz. "Ele encontrou no Encontro Cultural de Laranjeiras efeitos cromáticos produzidos pela Taieira, pela Chegança, pelo Reisado e por 'tipos laranjeirenses'. Nesse conjunto de fotos é possível vislumbrar o povo e sua cultura a partir de ângulos inusitados e de uma técnica que leva o espectador a participar da festa e mergulhar em suas cores”, comenta Sayonara Viana, curadora da exposição.

“Cores de Laranjeiras” fica aberta ao público até o dia 19 de setembro no Museu do Homem Sergipano (rua Estância, 228), com apoio da Universidade Federal de Sergipe, Click Foto, Super Tintas e Gráfica Sampaio. A visitação gratuita pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 9 às 12h e das 14 às 17h.

Legenda da foto:  A Taieira é um dos destaques da exposição "Cores de Laranjeiras" assinada por Jr Beiramar