Milton Nascimento, Tiê, Marcelo Jeneci, Erasmo Carlos, Roberta Sá, Bixiga 70, Zizi Possi, Zéli Duncan, Jorge Ben Jor, Lenine e Lirinha. Esses são alguns dos artistas escalados pela organização do Festival de Inverno de Garanhus para se apresentar até o dia 21 de julho, dia do encerramento do evento, no município pernambucano, distante cerca de 365 km de Aracaju.
Hoje, dia da abertura do festival, tocarão no Palco Guadalajara, a partir das 20h30, Mourinha do Forró, Família Gonzaga, Elba Ramalho, Dominguinhos e Projeto Viva Gonzagão. A programação musical segue por outros locais, como os palcos POP, Instrumental, Forró e Cultura Popular, que têm suas atividades iniciadas mais cedo, às 17h (caso do Palco Instrumental) ou mais tarde, à meia-noite, caso do Palco Forró.
O famoso festival, que está na sua 22o edição, também contempla atividades circenses, teatrais e de dança. A programação é completa pode ser conferida no seguinte endereço eletrônico: http://www.vecgaranhuns.com/2012/06/programacao-oficial-do-festival-de.html
Só queria saber quando teremos algo desse nível por aqui ...
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Museu da Pessoa comemora 20 anos e lança concurso
Até o dia 30 de julho, o Museu da Pessoa e a Editora Olhares realizam o concurso cultural "Você Escritor". O selecionado terá sua crônica publicada no livro "Todo Mundo tem uma História pra Contar", obra comemorativa aos 20 anos do Museu da Pessoa, com lançamento previsto até o final de 2012. O formato do texto é livre e deve ter no máximo três mil caracteres. Não há restrições para envio da crônica e o autor pode partir da história do Raí, disponível no portal do Museu da Pessoa.
Três crônicas irão para o final do concurso e no dia 15 de agosto será anunciado o vencedor, escolhido pelo próprio ídolo do futebol.O livro Todo mundo tem uma história pra contar reunirá 20 histórias de vida do acervo do Museu, entre elas pessoas pouco conhecidas e a do Raí. Além da crônica selecionada pelo concurso "Você Escritor", as demais histórias serão recontadas e assinadas por escritores, jornalistas e personalidades como Martha Medeiros, Luiz Ruffato, José Roberto Torero, Ana Maria Gonçalves, Nirlando Beirão, Alberto Dines, Milton Jung e Regina Casé.
Mais informações em http://www.museudapessoa.net/ ou www.editoraolhares.com.br/blog
Sobre o museu- Fundado há duas décadas, o Museu da Pessoa é um espaço aberto, colaborativo e virtual, que tem como missão transformar as histórias de vida de toda e qualquer pessoa em fonte de conhecimento, compreensão e conexão. Destaca-se por ter sido concebido inicialmente para o meio virtual, mesmo antes de ter a internet em operação no Brasil já que, no início, o acervo era organizado em uma base digital (CD-ROM) e distribuído para as pessoas construindo uma rede de memória muito anterior ao surgimento das redes sociais.
Em 20 anos de atuação, o Museu da Pessoa inspirou a criação de 3 outros museus em Portugal, Canadá e EUA. Hoje conta com um acervo de 15 mil depoimentos de histórias de vida e 72 mil documentos e imagens que contam a história de instituições, cidades e de grupos sociais diversos.
Tem "Mala Sem Alma" no Teatro Atheneu
O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente-CEDCA/SE comemora os 22 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente com a apresentação do espetáculo “Mala Sem Alma” do Coletivo Teatro de Mala, nos dias 12 e 13 de julho, às 19h30. A peça é uma coletânea de contos do autor Ewertton Nunes, também responsável pela concepção e direção do trabalho. Os contos mostram de forma poética a realidade do abuso sexual contra a criança e o adolescente, o trabalho infantil e a violência doméstica, fazendo refletir fortemente sobre direitos humanos de crianças e adolescentes.
A peça “Mala Sem Alma” tem conquistado notoriedade no Estado de Sergipe, consolidando o Coletivo Teatro de Mala como um grupo que sabe integrar de forma muito responsável Arte, Educação e responsabilidade social. Desde a sua estreia tem sido apresentado de forma gratuita para estudantes das redes municipais e estadual de ensino, além do público em geral; e as apresentações que acontecerão nesta quinta e sexta-feira não serão diferentes.
Segundo o autor e diretor da peça, Ewertton Nunes, o Coletivo Mala Sem Alma tem cumprido os objetivos para os quais nasceu, a proposta do grupo é trabalhar, através das artes cênicas integradas as diferentes temáticas sociais que fazem parte de discussões permanentes em nossa sociedade e são de interesse público, somando a isso uma qualidade estética apurada.
O objetivo é contribuir para a ação-reflexão-ação de pautas como a violência, as desigualdades sociais, violação de direitos do homem, dentro outros, contribuindo efetivamente para a transformação do comportamento humano. “O conceito Teatro de Mala é para o grupo, uma forma de fazer teatro a partir das bagagens individuais, as que são trazidas pelos atores e as bagagens coletivas, as que estão no cotidiano. O Teatro de Mala seria um teatro compacto, porém grandioso, itinerante, mambembe e fundamental. As histórias que precisamos contar estão em nós e podemos ampliá-las coletando o que falta no mundo que nos cerca.” Finaliza, Ewertton Nunes.
As apresentações contam ainda com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), Secretaria de Estado da Educação(SEED), Secretaria Municipal de Educação (SEMED).
terça-feira, 10 de julho de 2012
Selma Reis apresenta o "Cabaré de Florbela"
Depois de um bom tempo sem mostrar seu talento em terras sergipanas, a
voz grave e segura da cantora Selma Reis ecoará no próximo sábado, a partir das
21h, no Teatro Tobias Barreto (TTB). Ela apresentará o espetáculo “Cabaré de
Florbela”, em comemoração aos 25 anos de carreira, mesclando música e poesia de
qualidade.
Sobre o processo de concepção do show, Selma Reis explica. “Comecei desde 1998, a minha carreira de atriz, já que até então, só tinha uma carreira com cantora. Comecei a desenvolver em meu trabalho o lado de atriz ainda mais fortemente nos shows culminando nesse espetáculo “O Cabaré de Florbela”, já que tenho uma admiração muito grande pela obra da Florbela Espanca. Sempre tive vontade de misturar poesia com a música, encontrei no diretor Flávio Marinho, o parceiro ideal para roteirizar essa ideia.
Você verá que roteiro e que direção maravilhosa!! O espetáculo interage com o público de uma maneira surpreendente, falo as poesias de uma maneira muito coloquial, como se fosse a Florbela, já que deixo bem claro no espetáculo que faço a personagem Florbela, numa visão e leitura das poesias que até os entendidos se surpreendem e dizem que essa minha visão é mesmo muito consequente em se tratando de uma mulher tão complexa como a Florbela”.
Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Tobias Barreto ao preço de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). Clientes UNIMED e Banesecard pagam meia entrada.
Em 1987, de volta ao Brasil, gravou seu primeiro LP independente, “Selma Reis”, produzido pelo fotógrafo Locca Faria. O trabalhou contou com participações de Dori Caymmi, Jaques Morelenbaum, Geraldo Azevedo, Paulo Jobim, Armandinho e Sueli Costa, entre outros grandes músicos e compositores.
No ano seguinte, o CD intitulado por uma música de Aldir Blanc, “Só Dói Quando Eu Rio” contou com Eduardo Souto Neto nos arranjos e Rafael Rabello nos violões, além de outros grandes músicos da MPB.
O ano de 1993 marcaria a carreira da cantora, com a gravação de mais um disco homônimo, dessa vez, gravado em Londres, Madri, Miami, Los Angeles e Rio de Janeiro, com arranjos de Grahamm Presket, arranjador de Paul McCartney e Elton John.
Nesse show intimista, a cantora niteroiense será acompanhada por Misael
da Hora (piano) e Régis Gonçalves (percuteria) e apresentará um repertório
eclético composto de canções de Chico Buarque, Gonzaguinha, Belchior, Altay
Veloso, Danilo Caymmi e Paulo César Pinheiro. O diretor Flávio Marinho foi peça
fundamental para fazer o alinhavo de canções como “Sangrando” (Gonzaguinha), “O
que é o Amor ?” (Danilo Caymmi/Dudu Falcão), “Vou Deitar e Rolar” (Baden Powell
e Paulo César Pinheiro) e “Emoções Suburbanas” (Altay Velloso e Paulo César
Feital) com os versos da poetisa portuguesa Florbela Espanca (1874-1930),
interpretados por Selma Reis.
O resultado é uma espécie de “cabaré poético musical” emocionante e
sensual, que não perde o compasso. A passionalidade interpretativa da
cantora/atriz sobressai ao defender “Folhetim” (Chico Buarque), “Ne me Quitte
Pas” (Jacques Brel) e “Viagem” (João de Aquino e Paulo César Pinheiro). O show
que estreou há um ano, no Rio de Janeiro, deverá em breve, ser lançado em DVD,
mas enquanto isso não acontece, a cantora circula pelo país com a nova turnê e
possibilita aos sergipanos conferirem ao vivo o “Cabaré de Florbela”.
Sobre o processo de concepção do show, Selma Reis explica. “Comecei desde 1998, a minha carreira de atriz, já que até então, só tinha uma carreira com cantora. Comecei a desenvolver em meu trabalho o lado de atriz ainda mais fortemente nos shows culminando nesse espetáculo “O Cabaré de Florbela”, já que tenho uma admiração muito grande pela obra da Florbela Espanca. Sempre tive vontade de misturar poesia com a música, encontrei no diretor Flávio Marinho, o parceiro ideal para roteirizar essa ideia.
Você verá que roteiro e que direção maravilhosa!! O espetáculo interage com o público de uma maneira surpreendente, falo as poesias de uma maneira muito coloquial, como se fosse a Florbela, já que deixo bem claro no espetáculo que faço a personagem Florbela, numa visão e leitura das poesias que até os entendidos se surpreendem e dizem que essa minha visão é mesmo muito consequente em se tratando de uma mulher tão complexa como a Florbela”.
Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Tobias Barreto ao preço de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). Clientes UNIMED e Banesecard pagam meia entrada.
Mini-biografia- Nascida em São Gonçalo (Niterói),
Selma Reis desde pequena apaixonou-se pela música. Sua família era ligada às
rodas seresteiras da cidade e ela cresceu vendo os amigos de seus pais passarem
as madrugadas tocando serestas em sua casa. Aprovada para a faculdade de
Comunicação Social, ela trancou sua matrícula na metade do curso e decidiu
viajar para o exterior, conhecer outras culturas e viver novas experiências.
Na cidade de Nantes, na França, uma região
charmosa de Pays de La Loire, cursou dois anos da faculdade de Letras e
aproveitou para estudar música. Em Paris, teve aulas com o professor Sr.
Laurens - Stages de Perfectionnement des Emissions Vocal e aulas de técnica com
o Sr. Rondeleux, autor de alguns livros sobre voz, entre eles "Trouver sa
Voix”.
Em 1987, de volta ao Brasil, gravou seu primeiro LP independente, “Selma Reis”, produzido pelo fotógrafo Locca Faria. O trabalhou contou com participações de Dori Caymmi, Jaques Morelenbaum, Geraldo Azevedo, Paulo Jobim, Armandinho e Sueli Costa, entre outros grandes músicos e compositores.
Em 1990, lança seu segundo disco, “Selma Reis”,
produzido pela PolyGram, com participação nos arranjos do maestro e pianista
Wagner Tiso. Entre as faixas, “Meu Veneno”, canção especialmente feita para a
cantora por Milton Nascimento, musicando o poema de Ferreira Gullar.
No ano seguinte, o CD intitulado por uma música de Aldir Blanc, “Só Dói Quando Eu Rio” contou com Eduardo Souto Neto nos arranjos e Rafael Rabello nos violões, além de outros grandes músicos da MPB.
O ano de 1993 marcaria a carreira da cantora, com a gravação de mais um disco homônimo, dessa vez, gravado em Londres, Madri, Miami, Los Angeles e Rio de Janeiro, com arranjos de Grahamm Presket, arranjador de Paul McCartney e Elton John.
Outro disco que merece destaque na carreira da
cantora é “Achados e Perdidos” (1996),
obra em que passeia com sua potente voz pelas músicas do grande mestre
Gonzaguinha. Totalizando 12 discos gravados, em 25 anos de carreira, Selma Reis
homenageou em sua produção mais recente- “Poeta da Voz” (2010)- o compositor Paulo César Pinheiro. O CD foi
lançado pelo próprio selo de Selma- “Tessitura Musical”- e conta com
participações de Beth Carvalho, Diogo Nogueira, além do homenageado, que narra
um de seus poemas, “Ofício”.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O CD "ArRede – Tempo Sem Nome" foi contemplado pelo edital de Apoio à Produção de Conteúdo em Música no Estado da Bahia 2009, da FUNCEB e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, proposto pela cantora e produtora Nancy Viegas.
As identificações musicais com a banda Radiola, que a princípio foi convidada para fazer as bases do disco, foram tantas, que a banda foi totalmente incorporada ao projeto e, em 2010, Nancy passou a integrar definitivamente o grupo. O terceiro disco da Radiola foi produzido por Nancy e Tadeu Mascarenhas e sai pelo selo Plataforma de Lançamento.
O show acontecerá amanhã, às 20 horas no Cine Teatro Solar Boa Vista, no bairro de Brotas, em Salvador, e terá entrada gratuita. A partir do lançamento, o disco completo estará disponível para audição e download gratuito no site www.bandaradiola.com/arrede.
“ArRede – Tempo Sem Nome” é uma visão musical inspirada em Salvador, envolvendo os mais diversos aspectos de uma cidade urbana e litorânea. Seus elementos aparecem e se fundem à cultura digital, analógica, associados à música pop. Revelam passado, presente e futuro na utilização de novas e antigas tecnologias e nos elementos de samba de roda, samba reggae, soul music, rock, ska, música brasileira.
Foram usados gravadores de rolo, fita k7 com 4 canais e até mesmo gravação em um canal. Produzido e idealizado por Nancy e Tadeu Mascarenhas e gravado, mixado e masterizado no Estúdio Casa das Máquinas por Tadeu, o disco novo conta ainda com participações ilustres de Edbrás, Letieres Leite, Chocolate da Bahia, Mauro Telefunksoul, João do Boi e Alumínio do grupo Samba Chula de São Braz, Cicinho de Assis. A arte da capa e o encarte foram assinadas pela própria Nancy sob fotografias tambem analógicas de Caroline Bittencourt, fotógrafa paulista que realizou em Salvador um ensaio especial para o projeto.
Radiola é formada por Alan Abreu (bateria), Larriri Vasconcelos (baixo), Tico Marcos (guitarra, cavaquinho), Germano Estácio (percussão), Felipe Kowalczuk (percussão), Tadeu Mascarenhas (teclados, guitarra), Fabio Dias (voz e cavaquinho), Nancy Viégas (voz).
Crédito da Foto: Caroline Bittencourt
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Botero expõe as "Dores da Colômbia"
No ano de 1998, a retrospectiva de “Fernando Botero- 50 Anos de Pintura, de 1947-1997” ocupou boa parte do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e possibilitou que os brasileiros se familiarizassem com a produção do artista colombiano.
Durante dois meses, o público pode apreciar cerca de 90 trabalhos- entre pinturas e esculturas de um dos pintores mais valorizados da América Latina-, bem como enveredar pelo seu mundo artístico peculiar, onde personagens de formas bem arredondadas e acima do peso conseguem hipnotizar o espectador de imediato.
Essa sedução não é fácil, mas quando alcançada, é devido ao fato do visitante ter compreendido que o exagero dos trabalhos surgiu de uma inquietude estética do pintor que apesar de figurativo, está longe de ser realista. Ainda que algumas de suas pinturas façam alusão à triste realidade política e social de seu país.
É o caso da exposição “Dores da Colômbia” em cartaz até o dia 27 de julho na Caixa Cultural Salvador (rua Carlos Gomes, 57) que traz 67 trabalhos de Botero- entre pinturas a óleo, desenhos a lápis e aquarelas- e denunciam a violência que a Colômbia vem sofrendo nas últimas décadas, por consequência da disputa entre grupos guerrilheiros, político e paramilitares, pelo controle de terras e do tráfico internacional de drogas.
O material da sua triste leitura são massacres reais noticiados em todo mundo. O olhar de Botero é compassivo e solidário, não almejando a mobilização, porque não crê nela. As cenas retratadas são como flagrantes individuais escolhidos em meio a uma tragédia que está por toda parte e cuja extensão não é possível alcançar. Sobre suas vítimas, Fernando Botero lança suas vibrantes cores, criando um contraditório e dramático material.
A exposição, que já passou por Brasília, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte, forma uma coleção de obras doada pelo artista ao Museu Nacional da Colômbia. Segundo María Victoria de Robayo, diretora do Museu Nacional da Colômbia, era do interesse do mestre que esse acervo, longe de proporcioná-lo benefícios econômicos, pertencesse à nação e fosse visto como um convite a refletir sobre as trágicas circunstâncias que o povo colombiano enfrentou durante as últimas décadas.
“Como o assunto não é exclusivo da Colômbia, visto que lamentavelmente são muitas as vítimas da violência, o fato dessa mostra circular não só em âmbito nacional, mas também em outros países, permite-nos compartilhar esta coleção formada por seis aquarelas, 36 desenhos e 25 óleos. O conjunto se integra ao programa de exposições itinerantes do Museu Nacional da Colômbia, com a finalidade de que outros museus e públicos possam entender o drama colombiano dos últimos anos e talvez até atue como uma chamada à consciência, evitando assim que os horrores da guerra se repitam”, diz a María Victoria de Robayo.
A exposição é gratuita e pode ser visitada até o dia 27 de julho, de terça a domingo, das 09 às 18h. A Caixa Cultural Salvador fornece catálogo da exposição e visitas monitoradas podem ser agendadas através do telefone (71) 3421-4200.
Sobre o artista- Fernando Botero nasceu em Medellín (Colômbia), no dia 19 de abril de 1932. Aos 12 anos começa a pintar suas primeiras aquarelas e, pouco depois, desenha ilustrações para o jornal El Colombiano. Em 1951, muda-se para Bogotá, onde conhece a vanguarda colombiana liderada pelo escritor Jorge Zalamea, amigo de Federico García Lorca. Cinco meses depois de sua chegada à capital colombiana, expõe pela primeira vez aquarelas, guaches, desenhos e pinturas a óleo na Leo Matiz Gallery.
No ano seguinte, fica em segundo lugar no 9º Salão de Artistas Colombianos e com o dinheiro ganho, viaja à Europa., inteirando-se da arte na Espanha, França e Itália. No Velho Mundo, principalmente em Florença, Botero aperfeiçoa sua técnica na Academia San Marco.
Em 1955, regressa a Bogotá e expõe na Biblioteca Nacional, mas as pinturas que fizera em Florença, não são bem recebidas. Frustrado com sua condição na Colômbia, o artista parte para o México em 1956 e entra em contato com a arte de Diego Rivera, Frida Kahlo, Alvaro Siqueiros e José Clemente Orozco. Lá, seu talento começou a despontar, sendo convidado a expor na galeria de Antonio Souza, que o levou a participar de exposições no estrangeiro.
No início de 1957, em Washington, estreava com uma individual sob os auspícios da União Pan-Americana. Em 1958, regressa a Colômbia, onde participa do 10º Salão Colombiano, onde fica novamente com segunda colocação. A partir daí, Fernando Botero já começa a desenvolver um traço que caracterizaria sua obra internacionalmente.
As figuras roliças, corpulentas, estáticas despontam em sua produção, constantemente, tornando-se uma regra. A regra transformou-se em estilo. Independente do tema que aborde, o seu estilo excentricamente expansivo retira-lhe toda rudeza e extremismo. O volume exagerado é a varinha de condão com que transforma a vida e o mundo e os transporta numa realidade flutuante.
Ainda que os críticos tenham dificuldade em legitimar o princípio construtivo do pintor colombiano, seu trabalho é o resultado de uma grande paixão de formas e cores, pelos valores e volumes esculturais. Uma composição advinda da forma calma e sólida.
Morando em Paris, há 40 anos, Fernando Botero é um ícone da pintura latino-americana cujo conjunto da obra deve ser reverenciado.
Legenda das Fotos: "Desplazados" e "El Desfile" fazem parte da exposição "Dores da Colômbia"
Concerto alusivo à Emancipação Política de Sergipe
Logo mais, às 20h30, no palco do Teatro Tobias Barreto, a Orquestra Sinfônica de Sergipe apresentará um concerto comemorativo à Emancipação Política de Sergipe. A noite será de homenagens e participações muito especiais. Sob a regência do maestro Guilherme Mannis será realizada estreia mundial da obra encomendada pela ORSSE ao compositor Cláudio de Freitas, “Quatro Canções sobre Poemas de Tobias Barreto”, interpretada pelo baixo paulista Carlos Eduardo Marcos.
As “Quatro Canções sobre Poemas de Tobias Barreto” foram concebidas pelo compositor e fagotista Cláudio de Freitas exclusivamente para a ORSSE. A peça foi composta a partir de quatro poemas contidos no livro "Dias e Noites" (1893). O compositor escolheu a poesia patriótica “Cena Sergipana” como o primeiro quadro da obra, seguida das amorosas “Penso em Ti” e “Que Mimo!...”, intercaladas pela filosófica “O Gênio da Humanidade”.
Foram transpostas para a partitura as minúcias e particularidades do ritmo, prosódia, rima e acentuação dos versos do poeta, assim como suas constantes metáforas e referências aos animais e aos fenômenos da natureza, e da sua representação do amor pueril e nem tanto mais idealizado, num caráter melódica e harmonicamente mais maduro, meditativo e contemplativo.
Na segunda parte do concerto, o renomado pianista Ricardo Castro executará o “Concerto para Piano e Orquestra no. 2”, do compositor alemão Johannes Brahms. Segundo o maestro Guilherme Mannis, diretor da ORSSE, tocar Brahms e musicar os poemas de Tobias consiste na exaltação à memória desse célebre sergipano para os seus conterrâneos. Sergipe é um reduto de infindáveis talentos. Em noite de homenagens, igualmente será lembrada a memória do historiador e pesquisador Luiz Antônio Barreto, criador do Instituto Tobias Barreto e que, em vida, foi um grande defensor dos vultos sergipanos na cultura do seu povo.
Os ingressos para o concerto podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ao preço de R$ 20 (inteira) e R$10 (meia). Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (79) 3179-1480/3179-1496.
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