No próximo dia 10 de julho, a coordenação do Festival de Cinema de Gramado irá divulgar a lista completa de filmes concorrentes ao Kikito, entre longas brasileiros e estrangeiros e curtas gaúchos. No entanto, foram revelados nesta semana os 14 títulos brasileiros, no formato curta-metragem, que serão projetados na tela do Palácio dos Festivais durante o evento serrano, que acontece entre os dias 17 e 25 de agosto.
Para avaliar os 365 filmes inscritos neste formato, o Festival de Cinema de Gramado contou com uma comissão de seleção formada pela diretora Camila de Moraes; a produtora e diretora Karine Emerich; o ator e produtor Sérgio Fidalgo; o professor e escritor Stephen Bocskay, professor e escritor; e a produtora e diretora Tatiana Sager.
Confira abaixo a lista dos filmes selecionados para a mostra competitiva de curtas-brasileiros do 46º Festival de Cinema de Gramado:
"À Tona" (DF) de Daniella Cronemberger
"Apenas o Que Você Precisa Saber Sobre Mim" (SC) de Maria Augusta V. Nunes
"Aquarela" (MA) de Thiago Kistenmacker e Al Danuzio
"Catadora de Gente" (RS) de Mirela Kruel
"Estamos Todos Aqui" (SP) de Chico Santos e Rafael Mellim
"Um Filme de Baixo Orçamento" (SP) de Paulo Leierer
"Guaxuma" (PE) de Nara Normande
"Kairo" (SP) de Fabio Rodrigo
"Majur" (MT) de Rafael Irineu
"Minha Mãe, Minha Filha" (ES) de Alexandre Estevanato
"Nova Iorque" (PE) de Leo Tabosa
"Plantae" (RJ) de Guilherme Gehr
"A Retirada Para Um Coração Bruto" (MG) de Marco Antonio Pereira
"Com Amor, Van Gogh" de Dorota Kobiela e Hugh Welchman
Inicialmente, um ótimo ANO NOVO, para os meus velhos e novos seguidores!!! Que 2018 seja bastante cinematográfico!! E, pelo andar da carruagem (tendo em vista os bons títulos em cartaz no Cinema Vitória (localizado à Rua do Turista, centro de Aracaju), penso que teremos, sim, um ano promissor em matéria de estreias audiovisuais em Aracaju.
Nessa primeira postagem do ano, gostaria de chamar a atenção para um filme que estreou em dezembro de 2017, mas que pode fazer bonito na corrida para o Oscar, na categoria Longa de Animação. Trata-se de "Com Amor, Van Gogh" da dupla de artistas visuais e diretores, Dorota Kobiela e Hugh Welchman, que há uma década, decidiram se debruçar num projeto ambicioso: filmar um longa-metragem a partir de telas pintadas animadas. Para isso, escolheram a vida e obra de Vincent Van Gogh para retratar na telona, partindo do episódio misterioso de sua morte, em 29 de julho de 1890, aos 37 anos.
Depois de uma boa acolhida pelo público, na 41a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, a produção que foi distribuída pela Europa Filmes, segue em cartaz, em algumas capitais brasileiras e já ultrapassou a marca de 65 mil ingressos vendidos. A história começa um ano depois da morte de Van Gogh, com Armand Roulin (Douglas Booth), filho do carteiro e amigo do pintor holandês, Joseph Roulin (Chris O'Dowd), à procura de Theo, para lhe entregar uma carta do irmão morto.
Theo não é localizado e Armand visita algumas pessoas que tiveram contato com o artista pós-impressionista, antes de sua morte, em Auvers. Surge uma dúvida: teria Van Gogh se suicidado mesmo ou ele teria sido assassinado ? (versão aventada pelos biógrafos Steven Naiefh e Gregory White Smith, no livro "Van Gogh- a Vida", lançado em 2011, no Brasil, pela Cia. das Letras). Personagens como Dr. Gachet (Jerome Flynn), sua filha Margaret (Saoirse Ronan) e Adeline Ravoux (Eleanor Tomlinson), que foram retratados por Van Gogh durante a sua breve existência, ajudam a Armand compreender melhor a personalidade ora frágil, ora conturbada do pintor.
Enquanto a narrativa se desenvolve, didaticamente, escorando-se em flashbacks, para o espectador, pouco importa qual a versão verdadeira da história. O fato é que Vincent Van Gogh morreu aos 37 anos, deixou cerca de 900 telas prontas em apenas 9 anos de trabalho e, apesar de ter vendido apenas um quadro, em vida, sua genialidade pictórica foi consolidada ao longo das décadas seguintes.
É indescritível a sensação de apreciar uma tela do pintor holandês num museu. O excesso de tinta, as pinceladas ágeis, as cores vibrantes e uma certa distorção espacial contribuem para se atingir um estado de quase êxtase. "Com Amor , Van Gogh" leva-nos a uma sensação similar. Agora, projetadas no ecrã, não há como avaliar a textura das imagens, as pinceladas foram produzidas por mais de 100 diferentes artistas e o valor tonal pode até se aproximar do real, mas não é o autêntico. Por outro lado, os milhares de frames em movimento e o trabalho obsessivo dos técnicos na tentativa de, finalmente, promover o "encontro" da pintura com o cinema, soa recompensador.
Apesar da fragilidade do roteiro e de uma certa obsessão dos diretores em reproduzir um número significativo de situações e colocar em cena, modelos que serviram de inspiração para o pintor criar suas telas, o filme ganha o espectador pela emoção e preciosismo técnico, tendo grande chance de vencer o Globo de Ouro na categoria específica- de Filme de Animação- neste domingo e concorrer na mesma categoria no Oscar 2018.
No ano passado, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) lançou em várias capitais o livro "100 Melhores Filmes Brasileiros" pela Editora Letramento com parceria do Canal Brasil. A parceria se repetiu esse ano, e no próximo dia 26 de outubro, às 19h, na Livraria Blooks (Shopping Frei Caneca- São Paulo) acontece o lançamento oficial de "Documentário Brasileiro-100 Filmes Essenciais" dentro da programação da 41a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Reunindo 100 ensaios sobre documentários de diferentes épocas e formatos, escolhidos em votação realizada no primeiro semestre de 2017, com a participação de integrantes da ABRACCINE e convidados, a publicação organizada pelo atual presidente da associação, Paulo Henrique Silva, ainda conta com 20 textos sobre personagens e movimentos importantes da história do gênero no Brasil.
Com apresentação luxuosa e fartamente ilustrada, a publicação parte dos pioneiros do gênero no Brasil, que desbravaram o interior em busca de imagens nos anos de 1910, como Silvino Santos e o Major Thomas Reis. Nomes fundamentais ganham capítulos especiais, como Eduardo Coutinho, Andrea Tonacci, Silvio Tendler e os irmãos João Moreira Salles e Walter Salles.
O livro também se detém na representação das mulheres, negros, dos indígenas e da periferia no documentário e aborda a presença do gênero no desenvolvimento do cinema experimental, da Boca do Lixo e da videoarte. "Mesmo que alguns filmes marcantes não estejam presentes entre os 100 filmes essenciais, eles são analisados com profundidade nesta parte histórica", registra Paulo Henrique Silva.
Para o organizador, mais importante do que estabelecer uma ordem de preferência é a percepção de muitos diálogos que são travados silenciosamente entre os 100 textos sobre a produção documental no país. "O leitor não encontrará um movimento ou cineasta do que outro, mas como cada um deles foi importante para montar os alicerces do gênero", conclui.
O lançamento será precedido por um debate com o tema "A Representação da Raça e Gênero no Cinema Brasileiro- os Limites da Percepção da Crítica" contando com a presença de cineastas como Jeferson De e Helena Ignez e críticos de cinema. A entrada é gratuita.
"Misericórdia" de Fulvio Bernasconi abre a minha programação
A gripe me pegou nessa semana que antecede a 41a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Ainda bem que já estou me recuperando e os dias que fiquei "de molho", em casa, contribuíram para que eu assistisse uma infinidade de trailers e lesse praticamente todas as sinopses dos quase 400 títulos que serão exibidos no evento desse ano.
Mas digo-lhes que a tarefa de organizar os 50 títulos (a princípio) da maratona que começa nessa quinta-feira, dia 19 de outubro e prossegue até o dia 1o de novembro, não foi nada fácil. Primeiro, eu priorizei os filmes que ganharam prêmios em festivais como Cannes, Berlim, Veneza, Toronto, entre outros. Depois, escalei os meus diretores prediletos, como Haneke, Kore-eda, Vardà, Zvyagintsev e fui elencando os títulos de suas produções mais recentes. Por fim, levei em consideração os trailers e sinopses da maioria dos filmes de cineastas iniciantes ou pouco conhecidos pelas bandas de cá e...seja o que Deus quiser. Tenho muito tiro que dei no escuro, mas espero que acerte o alvo da minha satisfação.
De um número inicial de 64 títulos possíveis de serem vistos, perdi 14 na arrumação final (com possibilidade de encaixar mais quatro). Infelizmente, a maioria dos filmes mais aguardados, pelo público e crítica, ficou concentrada na segunda semana, de modo que os choques de horários e algumas durações acima dos 120 minutos, barraram meu anseio de conferir um pacote maior de opções.
Do mesmo jeito que comemorei a inclusão, na minha programação, de "The Square" de Ruben Ostlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; ""Esplendor" de Naomi Kawase; "Loveless" de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes; "O Terceiro Assassinato" de Hirokazu Kore-eda; "Zama" de Lucrécia Martel e "Happy End" de Michael Haneke, lamentei a exclusão de filmes, potencialmente interessantes, a exemplo de "A Hollywood de Hitler" (Alemanha), "Blue My Mind" (Suíça), "O Sabor da Flor do Arroz" (China), "Espinho" (Dinamarca/Grécia), "O Vale das Sombras" (Noruega) e "O Motorista de Táxi", representante da Coreia do Sul para Oscar 2018.
Alguns títulos brasileiros também foram deixados em stand by (na esperança do Cine Vitória exibi-los em breve), como "Açúcar", "Aos Teus Olhos" e "Henfil", mas consegui "salvar" "Arábia" de Affonso Uchôa e João Dumans, vencedor do Festival de Brasília; "Vazante" de Daniela Thomas, "Callado" de Emília Silveira" e "Gabriel e a Montanha" de Fellipe Barbosa.
A maratona será árdua, com pouco tempo para se alimentar e descansar, mas acredito que o saldo final será positivo, assim como foi na Mostra de 2014, quando também fiquei duas semanas na capital paulista e curti muitos títulos incríveis do Foco Escandinávia. Esse ano, o não menos gélido cinema suíço ganha destaca com 47 títulos selecionados entre produções de Alain Tanner, Georges Schwizgebel e novos diretores.
A partir dessa sexta-feira, pretendo fazer um balanço dos filmes vistos (amados e odiados) quase que diariamente. Espero que vocês acompanhem e mandem seus comentários. Até lá, sigo tomando meu Allegra e meu chá de limão, alho e mel e sussurrando: Xô gripe!!!
Min-hee ganhou o Urso de Prata vivendo um papel autobiográfico
Com pré-estreia prevista para esse sábado, às 18h, no Cine Vitória (Rua do Turista), o filme “Na Praia à Noite Sozinha” do diretor sul-coreano Hong Sang-soo, traz sua atriz fetiche Kim Min-hee num papel desafiador que lhe valeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim desse ano.
O filme trata de uma atriz coreana famosa Young-hee (Min-hee) que resolve dar um tempo em Hamburgo, na Alemanha, após se relacionar com um homem casado. Lá, ela reflete sobre seus sentimentos pelo ex-amante e cineasta (Moon Sung-keun), e divaga sobre o sentimento que este ainda pode nutrir por ela, com uma amiga também sul-coreana (Seo Young-hwa), que discorre sobre sua relação conjugal.
Explorando a atmosfera melancólica, por vezes, desoladora da Alemanha, durante o inverno, Hong Sang-soo intensifica o sentimento de solidão de Young-hee, sobretudo nos planos abertos, em que contrasta a imensidão de um parque deserto com a pequenez da dupla asiática que passeia despreocupadamente. Em certo momento, há um rapaz que interfere na conversa íntima das duas, para perguntar as horas. Parece uma cena casual, mas esse personagem anônimo retornará mais adiante.
Ainda na primeira parte da narrativa, Young-hee vai almoçar com sua amiga na casa de um casal alemão e, em seguida, seguem para um passeio por uma praia. Lá, Young-hee se afasta um pouco do trio. Ela segue em direção ao mar. A câmera faz uma meia panorâmica enquadrando os três acompanhantes da atriz de longe. Quando a câmera volta para onde a jovem atriz deveria estar, sem muita explicação, vemos a garota sendo carregada, no ombro, por um desconhecido para um destino incerto. Seria o mesmo rapaz de sobretudo que a interceptou no parque ?
Hong Sang-hoo não permite que o espectador fique por muito tempo incrédulo com a cena. Corta rapidamente para a segunda parte da narrativa, momento em que vemos a atriz, sã e salva, num cinema, emocionar-se com a película que acabou de assistir. Ela agora, está na Coreia do Sul e, ao reencontrar com um velho amigo, decide rever aqueles que deixou para trás ou por vergonha ou por falta de apoio com o ocorrido.
É num jantar já meio bêbada, que Young-hee provoca, insulta e irrita os amigos. As conversas entre eles ficam cada vez mais fora de controle, revelando descobertas e verdades. Nesse encontro, Young-hee demonstra que quer amar e ser amada e notamos toda a sua fragilidade como ser humano. Refugiando-se numa praia, da cidade de Gangneung, ela reencontra um colega de trabalho do seu ex-amante e descobre que ele está na cidade, envolvido numa nova produção cinematográfica.
O reencontro entre os dois será inevitável e, também num jantar, ambos revelam seus sentimentos um pelo outro e deixam aflorar suas mágoas. São nessas cenas de reencontros à mesa, que Min-hee se destaca, como atriz. Na vida real, ela teve um caso extraconjugal com Hong Sang-soo, que quando revelado, causou uma reviravolta na vida de ambos. Não deve ter sido fácil trazer à tona, num set de filmagem e sob a direção do ex-amante, parte de sua vivência, mas a jovem atriz parece ter superado o que aconteceu num passado bem próximo. A marca biográfica da história torna-a mais interessante.
Na última cena, vemos Young-hee deitada na área da praia, talvez, tentando saber qual a importância do amor na vida de alguém. Quanto a Min-hee parece que ela já encontrou a resposta.
Isabela Torres e Fábio Meira em coletiva no Festival de Gramado
Quase um mês depois de ter sido exibido no Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu o prêmio da crítica e mais três Kikitos (Melhor Roteiro, Melhor ator Coadjuvante e Melhor Direção de Arte), "As Duas Irenes" de Fábio Meira estreia em circuito nacional.
A história gira em torno de Irene (Priscila Bittencourt), uma garota interiorana, de 13 anos, franzina, tímida, filha "do meio" do casal Tonico (Marco Ricca) e Mirinha (Susana Ribeiro) que como se não bastasse ter que disputar a atenção dos pais com as duas irmãs- uma quase debutante e outra cerca de cinco anos mais nova- é surpreendida com a descoberta de que tem uma meia-irmã, com a mesma idade e nome (Isabela Torres) fruto de um relacionamento extra-conjugal de seu pai com a costureira Neuza (Inês Peixoto).
Irene sente-se traída pelo pai, mas não perde a oportunidade de se aproximar da nova irmã, ainda que sem revelar sua verdadeira origem. Inicialmente, prevalece um misto de estranhamento com ciúme frente àquela menina mais atraente, cheia de atitudes e com espírito livre, mas com a convivência, Irene percebe que a "nova amiga" pode ser uma aliada para ela lidar com os conflitos familiares e descobertas próprios da adolescência.
Em sua estreia em longas-metragens, o cineasta goiano Fábio Meira -que estudou na Escuela Internacional de Cine Y Televisión em Cuba e se especializou em Roteiro, em Barcelona- demonstra maturidade não só por dirigir com segurança um casting composto por atores experientes (Ricca, Ribeiro, Peixoto e Teuda Bara, essas duas últimas, atrizes do Grupo Galpão) e atrizes iniciantes (como a dupla que protagoniza as Irenes), como também pelas escolhas acertadas da equipe técnica, a exemplo da diretora de fotografia boliviana, Daniela Cajías, que explora bem a exuberância da luz natural do interior goiano; de Fernanda Carlucci, que nos fez voltar, sutilmente, 40 anos no tempo, com seu rigor e cuidado na direção de arte e Verônica Veloso que estreou, competentemente, no cinema, preparando os atores e revelando duas protagonistas excelentes.
Além disso, o filme que custou R$ 1.200.000,00 reais e começou a ser gestado há cerca de sete anos, chama a atenção também pelo roteiro bem urdido (cujo primeiro tratamento foi feito ainda no curso de Barcelona) e narrativamente bem cadenciado ( o diretor utiliza o tempo como um aliado
para criar uma atmosfera singular) e pela trilha sonora. Sobre essa última, Meira explica algumas escolhas musicais. " 'Índia' estava na minha memória há muito tempo. Minha mãe me contou que escutava essa canção com a empregada pelas noites, cantada por Cascatinha e Inhana. Eu conhecia a versão com Gal Costa. Fiquei com isso na cabeça...Já 'Meu Primeiro Amor' foi orgânico, é a cara do filme. As outras canções foram escolhidas por mim, a montadora Virgínia Flores e Ruben Valdés, meu colaborador cubano que fez o desenho de som. A Rita Pavone surgiu de uma conversa com Virgínia na montagem. Daí, comecei a pedir sugestões a amigos, foi então que Roberto Borges me mandou 'Quando Sogno' e achei que cabia, perfeitamente, para aquela cena e aquela casa".
Sobre a boa receptividade de "As Duas Irenes" que foi exibido no início do ano no Festival de Berlim (Mostra Generation) e conquistou prêmios no Festival de Guadalajara (Melhor Primeiro Filme e Melhor fotografia) e no Festival de Cinema de Gramado, o diretor revela: "o filme tem me impressionado muito por sua capacidade de comunicação com diferentes países e gerações. O público tem se emocionado e alguém sempre tem uma história para contar a respeito do tema abordado no filme".
Desse diretor e roteirista que começou no cinema como assistente de direção de Ruy Guerra (no filme "O Veneno da Madrugada"), já dirigiu vários curtas como "Adios a Cuba" (2007), "Hoje tem Alegria" (2011) e "Pátria" (2012) e colaborou com Luiz Bolognesi para a concepção do roteiro de "Bingo- o Rei das Manhãs" (filme concorrente brasileiro ao Prêmio Goya), vamos aguardar o próximo projeto chamado "Tia Virgínia". "Venho escrevendo há quatro anos o roteiro desse próximo filme, que apenas aguarda financiamento. Trata-se de três irmãs de 70 anos, portanto continuarei no universo feminino e familiar. É um filme para grandes atrizes".
Para quem quiser conferir "As Duas Irenes", o filme está em cartaz, na capital sergipana, no Cine Vitória (localizado à Rua do Turista).
O Festival 8 ½ Festa do Cinema Italiano traz mais uma vez ao Brasil uma
seleção com os melhores e mais interessantes filmes da recente produção
italiana, com uma mostra que ocorre de 31 de agosto a 6 de setembro de
2017, em oito capitais.
Depois de 10
anos de sucesso em dezenas de cidades lusófonas em três diferentes continentes, de passar por
Porto Alegre em 2014 e 2015, e chegar a mais cinco cidades em 2016, desta vez o
festival amplia seu circuito e também será realizado em Salvador (Espaço Itaú de Cinema) e Recife. Além destas, São
Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Ao todo, serão sete filmes diferentes,
sendo a produção de abertura desta edição “Em Guerra por Amor” (In guerra
per amore), película dirigida e estrelada pelo humorista e ator PIF (Pierfrancesco Diliberto), uma comédia divertida e
contundente, que faz uma reflexão bem humorada e também profunda sobre o
amor, a Sicília e a máfia em uma trama que se passa em plena Segunda Guerra
Mundial.
Entre os títulos da programação,
temos “Amori Che Non Sanno Stare
Al Mondo” de Francesca Comencini, que integra a seleção oficial
do Festival de Locarno 2017e
tem estreia marcada para dezembro. Um filme que conta as tragicômicas peripécias de
Claudia e as suas tentativas de salvar a sua belíssima historia de amor.
“O Fantasma Siciliano” de
Fabio Grassadonia e Antonio Piazza, filme de abertura da Quinzena dos
Realizadores no Festival de Cannes,conta uma história de máfia verdadeira (o
desaparecimento do jovem Giuseppe di Matteo, acontecimento que chocou a opinião
pública italiana nos anos 90) narrada como se fosse um gótico conto de fadas.
Um filme fascinante e surpreendente que sabe misturar com inteligência
diferentes gêneros e influências.
Também integra a seleção a
comédia “Algo
de Novo”, de Cristina Comencini.O
filme leva para as telas o universo feminino e revela as aventuras e
desventuras de duas amigas que são tão opostas quando unidas. Isso até que um
fascinante toy boy confundir as duas e por as convicções de cada uma em cheque.
“A Ternura”é o mais recente filme
de Gianni Amelio, um dos realizadores mais importantes da sua geração, autor de
filmes como Ladro di Bambini e Lamerica. Aqui
regressa com um intenso drama sobre a importância das relações humanas. Um
filme aclamado pela crítica italiana e maravilhosamente interpretado por Renato
Carpentieri, Elio Germano e Micaela Ramazzotti.
Acomédia “Deixa Rolar” de
Francesco Amato, conta com o astro Toni Servillo (de “A Grande Beleza”). No longa ele interpreta Elia Venezia, um
psicanalista sedentário que é obrigado a se exercitar e acaba iniciando sua
nova rotina com Claudia, uma personal trainer meio avoada e sempre pronta para
entrar em apuros.
Fechando a seleção,
temos “A Hora Oficial”, de
Salvatore Ficarra e Valentino Picone, o grande sucesso de bilheteria na
última temporada na Itália. Uma
história que nos fala com bom-humor sobre a grande diferença entre o desejo de
viver a legalidade e saber praticá-la no dia a dia.
Vale destacar ainda que o 8 ½
Festa do Cinema Italiano exibe todos os filmes de sua programação
simultaneamente em todas as oito cidades onde ocorre, sempre com dois
filmes em cartaz por dia. Além disso, os títulos têm distribuição garantida em
território nacional e entrarão em cartaz nos próximos meses.
O 8 ½ Festa do Cinema Italiano é um evento organizado no Brasil
pela Associação Il Sorpasso em
colaboração com Mottironi Editore e
com o apoio institucional da Embaixada
da Itália em Brasília, dos Institutos Italianos de Cultura de São Paulo
e Rio de Janeiro, do Cinecittà
Luce, do Ministério da
Cultura Italiana (MIBACT Direzione Cinema) e do Anica. Além disso, conta ainda com a
colaboração da rede de Consulados Italianos
em todas as cidades que recebem o festival no Brasil.
O 8 ½ Festa do Cinema Italiano é
patrocinado pela Pasta Garofalo.
Para conferir a programação completa e informações sobre os preços dos ingressos basta acessar o site www.festadocinemaitaliano.com.br