quinta-feira, 31 de maio de 2012

Curso sobre Estética das Primeiras Vanguardas

De 04 a 06 de junho, das 18 às 22h, no auditório do SESC/centro, será ministrado pelo professor Dr. Romero Venâncio (UFS) o curso sobre "A Estética das Primeiras Vanguardas". Serão abordados nos três dias de encontro, a "Teoria da Vanguarda" de Peter Bürger; a Vanguarda e Pintura: Van Gogh, Paul Klee e Francis Bacon (na análise de Deleuze); "Teatro Expressionista e Brecht: encontros e desencontros"; além da "Vanguarda e Música: Schoenberg na leitura de Adorno".

Os interessados podem se inscrever até amanhã, bastando pagar uma taxa de R$ 10, na Central de Atendimento do SESC (rua Dom José Thomaz, em frente ao Colégio Arquidiocesano). Mais informações: 3216-2726.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Chico Dantas e Maria Lúcia Dal Farra lançam livros na Saraiva


Livro Caderno de Ruminações_Francisco Dantas

O casal Francisco Dantas e Maria Lúcia Dal Farra estarão amanhã,  a partir das 18h30, lançando e autografando respectivamente, na Saraiva Mega Store do Shopping Riomar, os livros "Caderno de Ruminações" e "Alumbramentos". Dantas que tem em seu currículo, títulos como "Desvalidos" (1993), "Sob o Peso das Sombras" (2004) e "Cabo Josino Viloso" (2005), agora em "Caderno de Ruminações" (Editora Alfaguara) transpõe a história para a capital sergipana, onde o personagem principal, Dr. Otávio Benildo Rocha venturoso, passa por uma crise de meia-idade e vê sua vida andar para trás tanto no campo profissional quanto amoroso.

"Alumbramentos" (Editora Iluminuras), por sua vez, é mais novo livro da poetisa Maria Lúcia Dal Farra, que aproveitará a ocasião para autografar também os títulos "Afinado Desconcerto" e "Sempre Tua- Correspondência Amorosa 1920-1925" fruto da pesquisa que a autora realiza em torno da portuguesa Florbela Espanca.

O ano de 2012 será promissor para Francisco Dantas. Além do novo livro, ele participará da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), evento que completa dez anos de existência  e homenageia o autor Carlos Drummond de Andrade. A Festa Literária foi a grande responsável por inserir o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. O evento é realizado pela Associação Casa Azul e é consagrado como um dos maiores festivais literários da América Latina.

No dia 08 de julho, o escritor sergipano fará parte de uma mesa cujo tema será "A Imaginação Engajada". Na ocasião, os participantes terão a oportunidade de discutir a obra mais recente de Francisco Dantas.
"Estou indo a Paraty para atender a um compromisso com a Editora, que foi gentil e generosa ao indicar o meu nome. Bem como, não menos generosa e gentil foi a direção da Flip ao aceitar prontamente a indicação de meu nome", observa o autor.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Circo Moscou no Gelo chega a Aracaju

Circo Moscou no Gelo_foto Emílio Tenório

 O Circo de Moscou no Gelo completa 50 anos de fundação em 2012 e está comemorando com uma turnê inédita pelo país. Iniciada no mês de abril, em São Paulo, a turnê chega em Aracaju amanhã, com única apresentação, às 20h30, no Teatro Tobias Barreto.

Desde sua estreia, em Bruxelas, na década de 1960, a companhia vem conquistando uma sólida reputação junto ao público e à crítica internacional, graças à surpreendente e inovadora combinação entre o universo circense, o ballet clássico tradicional e a patinação artística.

Fundado por um dos mais importantes diretores de dança artística da extinta União Soviética, o coreógrafo Arnold Gregoryevich, o Circo de Moscou, hoje, é dirigido por Natalia Abramova e reúne 35 bailarinos especializados em patinação artística.


O vigor físico, o virtuosismo, a sincronia de movimentos e o equilíbrio em acrobacias arriscadas e precisas são elementos que pontuam a excelência do espetáculo – ainda hoje o único ballet circense no gelo do mundo. São 26 artistas em cena, distribuídos em 17 números em dois atos, que incluem malabares, dança, trapézio e entradas de palhaço, que dão o tom lúdico ao show. A trilha sonora vai do clássico à tradicional música russa, trazendo também arranjos contemporâneos.

Outra característica do espetáculo é o picadeiro: uma pista de gelo sintético formada por placas colocadas diretamente no piso do palco, o que permite a apresentação da companhia em casas de espetáculo fechadas, como é o caso do TTB.

“Os patins dão ao circo mais dinamismo, mas exigem um trabalho árduo de treinamentos diários, com muita preparação física e mental. Não há um patinador nesta companhia que não domine com maestria as mais variadas técnicas circenses”, afirmou a diretora Natalia Abramova.

O espetáculo é composto por 17 números, todos eles executados sob patins: Winter Act (ballet acrobático), Duo – Aerial Act (trapézio), Russian Bar (acrobacia em barra), Quick Change (patinação artística), Aerial Rope Act (acrobacia em cordas suspensas), Juggling Act (malabares), Hula Hoops (malabares com bambolês), Three Elements (equilíbrio), Cubes (malabares e acrobacia), Spinning Act (patinação artística e acrobacia), Skipping Ropes (acrobacia em cordas), Diábolo (malabares com iôiô chinês), German Wheel (acrobacia em roda metálica), Clown Act (palhaços), Unicycle (acrobacias sobre rodas) e Grand Finalle.
Os ingressos numerados para o espetáculo já estão à venda  na bilheteria do teatro.  Informações (79) 3179-1490 / 3179-1496.

Crédito da Foto: Emílio Tenório

quinta-feira, 24 de maio de 2012

E nas bandas de lá, da Bahia...

Com foco no apoio a propostas artístico-culturais das linguagens artísticas, nos mais diversos formatos e categorias, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), lança sete editais setoriais com recursos do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA): Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Literatura, Música e Teatro. Os certames objetivam estimular os elos da rede produtiva de cada setor e abrem possibilidade para a realização de quaisquer tipos de projetos relacionados à pesquisa, formação, produção, difusão, circulação, registro, memória e demais ações nas áreas específicas. As inscrições ficam abertas de 15 de maio a 15 de junho. As minutas dos editais, bem como seus anexos, podem ser consultadas nos sites da FUNCEB (www.funceb.ba.gov.br) e da SecultBA (www.cultura.ba.gov.br).

Cada edital tem um aporte financeiro global e um teto máximo a ser solicitado pelas propostas apresentadas. Para Artes Visuais, o valor total disponível é de R$ 750 mil, com teto de R$ 100 mil por projeto. Para Audiovisual, o aporte é de R$ 4,5 milhões, com teto de R$ 1,5 milhão para produção de longa-metragem e de R$ 300 mil para outras propostas. Para Circo, são disponibilizados R$ 500 mil para projetos de até R$ 50 mil. Para Dança, o valor global é de R$ 1,25 milhão, com limite de R$ 150 mil por proposta. Em Literatura, são R$ 500 mil para projetos de até R$ 100 mil. Para Música, há R$ 1 milhão para apoio a projetos com teto de R$ 200 mil. Por fim, em Teatro, o aporte é de R$ 1,5 milhão, com teto de R$ 200 mil por proposta. Assim sendo, o número de projetos contemplados vai depender dos valores das propostas selecionadas. Vale registrar que, no caso de o proponente para quaisquer dos editais ser pessoa física, o valor máximo de apoio não pode ultrapassar 150 salários mínimos – ou seja, R$ 93,3 mil.

Com este novo formato setorial, os editais da FUNCEB financiados pelo FCBA ampliam suas possibilidades de incentivo, alcançando a demanda a ser apresentada pelos próprios artistas e profissionais inscritos. Assim, avançam no sentido de desobrigar determinações das fases produtivas a serem apoiadas, como era feito entre os anos de 2007 e 2010.

Os editais setoriais das artes vão contemplar projetos que se iniciem a partir de 16 de setembro de 2012; no caso de propostas com valor igual ou superior a R$ 100 mil, a data inicial deve ser posterior ao dia 26 de outubro deste ano. Excetuam-se apenas propostas de residência artística e formação em outros estados e países; ações continuadas de instituições culturais; eventos calendarizados com periodicidade mínima anual e três edições já realizadas; e obras em edificações – estes tipos de atividades podem ser submetidos às Chamadas Públicas e Demanda Espontânea do FCBA.

Podem participar pessoas físicas, maiores de 18 anos, ou pessoas jurídicas que tenham como objeto o exercício de atividades culturais, domiciliadas ou estabelecidas na Bahia há pelo menos três anos. As inscrições são feitas exclusivamente através dos Correios, pelo serviço Sedex ou similar, remetidas ao endereço disponível nos textos dos editais.

Estes editais integram 17 concursos setoriais e temáticos lançados em conjunto pela SecultBA, além das inscrições de Demanda Espontânea para o ano de 2012, através de suas unidades, superintendências e entidades vinculadas – além da FUNCEB, o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), Fundação Pedro Calmon (FPC) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). Com recursos financeiros do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), são R$ 18,3 milhões disponibilizados para apoiar projetos das diversas áreas da Cultura em todo o estado, englobando, também, as culturas populares e identitárias, patrimônio, arquitetura e urbanismo, museus, editoras, cultura digital, negócios estratégicos, formação e qualificação, territórios culturais e economia criativa.

Criado em 2005, o FCBA tem o objetivo de incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas com menor apelo comercial. O surgimento dos editais setoriais e temáticos e a simplificação na exigência dos documentos são mudanças trazidas este ano e que buscam diversificar os tipos de projetos apoiados em cada segmento, além de facilitar a apresentação de propostas. Deste modo, os editais do Fundo de Cultura permanecem como um dos principais mecanismos de fomento à Cultura da Bahia.

Cia. Azul Celeste apresenta "Território Banal"



O novo trabalho da Companhia Azul Celeste, o texto inédito “Território Banal”, de autoria da paulistana Marici Salomão, vencedor do Edital ProAC 2010 para montagens inéditas no Estado de São Paulo, chega a Aracaju, no próximo dia 29 de maio, às 15h e 20h, no palco do Teatro Atheneu.


O tema principal  de "Território Banal" é o próprio teatro. Além de abordar temas pertinentes a este universo, o texto é pontuado pela reflexão sobre a representação, a hipocrisia e a distância entre o discurso e a prática. O processo de montagem envolveu profissionais das artes cênicas que já colaboraram com outros trabalhos da Companhia Azul Celeste, como Georgette Fadel, que neste trabalho realizou a provocação estética; Luis Rossi com a criação de figurinos; Raphael Pagliuso Neto, criando a trilha original e realizando da direção musical, além de Vivien Buckup, na direção de movimento.

 Marici Salomão, dramaturga, crítica teatral e também responsável pelo Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council reescreveu o texto após diálogos com a companhia, que apontou a necessidade de algumas adaptações para a realidade do grupo, ratificando a proposta de processo colaborativo desenvolvido atualmente pela Companhia Azul Celeste. 

Sob a direção de Jorge Vermelho, atuam no elenco Gerrah Tenfuss, Kelly Simão, Pedro Gabriel Torres e Ronaldo Celeguini. A entrada para o espetáculo é gratuita.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Caravaggio e Seus Seguidores

Medusa Murtola_Caravaggio


Diferentemente da exposição “Mondigliani: Imagens de uma Vida”- que já passou por Vitória, Rio de Janeiro e que está em cartaz no MASP, em São Paulo- e foi propagada aos quatro cantos como “a maior mostra” do pintor italiano no país, apesar de contar dentre os seus 230 itens, com apenas 12 pinturas e cinco esculturas de Amedeo Mondigliani, a mostra “Caravaggio e Seus Seguidores” que será aberta hoje, na Casa Fiat de Cultura em Belo Horizonte, e que a partir de 26 de julho, poderá ser vista no MASP, revela de imediato seu formato econômico.

Embora seja a maior concentração de obras de Michelangelo Merisi da Caravaggio em solo brasileiro, a exposição conta com apenas seis pinturas do mestre, acompanhadas por 14 obras de seus discípulos. Quem se dispuser a conferir de perto as perturbadoras telas do italiano nascido em 1571, em Milão, apreciará “São Francisco em Meditação” (1595), “São Jerônimo” (1606), “Medusa Murtola” (1596), “A Degola de São Genaro ou Santo Agapito” (1606), “São Francisco em Meditação” (1606) e “Retrato do Cardeal Benedetto Giustianiani” (1600).

Segundo a matéria “Os Retratos do Êxtase”, escrita por Francisco Quinteiro Pires e publicada na revista Carta Capital, desta semana, há controvérsias com relação à autoria dessas três últimas obras. Então, por quê se deslocar até Minas ou São Paulo, a fim de ver de perto seus traços vivos, apesar de passados cinco séculos ? Talvez pela chance de conferir o óleo sobre tela montada em madeira- “Medusa Murtola”- o grande destaque da exposição. (Causaria ela mais emoção do que senti, quando me deparei com "A Morte da Virgem" no Museu do Louvre?)

Tendo explorado como ninguém o poder do olhar, Caravaggio transforma sua “Cabeça de Medusa”- uma encomenda feita pelo Cardeal Francesco Maria Del Monte, a fim de presentear o duque Ferdinando de’ Medici- num monstro estarrecedor. Ele tinha apenas 26 anos quando foi incumbido de criar a obra substituta da que Medici possuía, pintada por Leonardo da Vinci, mas perdida no ano de 1580.


Se o jovem Caravaggio superou o genial Da Vinci, na produção dessa obra, é impossível saber, mas que ele tornou-se um virtuose do choque-horror (basta conferir outros de seus trabalhos, como “A Decapitação de São João Batista” (1608) e “Davi com a Cabeça de Golias (1605-06)), não resta dúvida.
O que mais chama a atenção na “Cabeça da Medusa” é seu realismo: os olhos saltando da órbita, os dentes cortantes à mostra, a boca aberta e imóvel, soltando um grito silencioso e o sangue vivo jorrando de sua cabeça não deixa qualquer dúvida sobre o mito da mulher de cabeleira de serpentes que transformava homens em pedra, só pelo olhar, mas que foi derrotada por Perseu, ao mirar o escudo espelhado e ser vítima de sua própria arma letal.  A dramaticidade encontrada em suas obras dá-se pelo uso da técnica do chiaroscuro, em que o pintor trabalha com os contrastes de luzes e sombras gerando um resultado bastante peculiar.

Há, no entanto, mas do que isso para se apreciar nessa exposição que privilegia obras do barroco italiano. Quatorze quadros de pintores “caravaggescos”, como Artemisia Gentileschi (1593-1653), Bartolomeo Cavarozzi (1587-1625), Giovanni Baglione (c.1566-1643), Giovanni Battista Caracciolo (1578-1635), Hendrick van Somer (1615-1684/85), Jusepe di Ribera (1591-1652), Leonello Spada (1576-1622), Mattia Preti (1613-1699), Orazio Borgianni (1574-1616), Orazio Gentileschi (1563-1639), Orazio Riminaldi (1593-1630), Simon Vouet (1590-1649), Tommaso Salini (1575-1625) e Valentin de Boulogne (1591-1632), merecem apreciação. Trata-se de seguidores do mestre, da segunda metade do séc. XVI e início do séc. XVII.

A exposição “Caravaggio e Seus Seguidores”, que integra a programação do Momento Itália-Brasil 2011-2012, reúne obras da Itália, de Malta e da Inglaterra. Além de pertencentes a coleções particulares, as pinturas provêm de três dos mais prestigiados museus estatais italianos – Galleria Borghese (Roma), Palazzo Barberini (Roma) e Galleria degli Uffizi (Florença).

A idealização da mostra é de Rossella Vodret, uma das principais especialistas em Caravaggio na Itália e chefe da Superintendência Especial para o Patrimônio Histórico, Artístico e Etnoantropológico e para o Pólo Museológico da Cidade de Roma. Na Itália, a curadoria tem participação de Giorgio Leone e, no Brasil, de Fabio Magalhães.

A exposição ficará em cartaz até o dia 15 de julho na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte e poderá ser visitada de terça a sexta-feira, das 10 às 21h e sábados, domingos e feriados, das 14 às 21h. De 26 de julho a 30 de setembro, “Caravaggio e Seus Seguidores” estará em cartaz no MASP, em São Paulo.

Sobre Caravaggio- Michelangelo Merisi, mais tarde conhecido como Caravaggio por causa do lugar de origem da família, nasceu em Milão, provavelmente em 29 de setembro de 1571, dia de São Miguel Arcanjo. Foi o primeiro de quatro irmãos, filhos de Fermo, mestre de obras, e Lucia Aratori, cujo pai, Giovan Giacomo, tinha cargo de destaque na administração financeira dos bens dos Sforza-Colonna. O povoado de Caravaggio era sede do marquesado de Francesco Sforza e Costanza Colonna, aquela que foi um dos maiores sustentos em toda a penosa existência dos Merisi. Após a morte do marido, em 1577, causada pela peste, Lucia seria obrigada a vender terrenos para pagar os estudos do primogênito, que muito cedo manifestaria interesse pela pintura.

Em 1584, segundo contrato estipulado em 6 de abril, Michelangelo é confiado ao artista Bergamasco Simone Peterzano (1540-1596), para que lhe ensinasse a arte da pintura em seu estúdio de Milão. O aprendizado milanês durou até 1588, mas não se sabe nada dos movimentos do jovem até 1591. É plausível, entretanto, que Michelangelo não tenha retornado imediatamente a Caravaggio, pois completaria sua formação na Lombardia e no Vêneto, ao estudar com os grandes mestres quinhentistas, cuja influência pode ser percebida em suas obras. O último documento que atesta a presença do artista na Lombardia é de 1º de julho de 1592, quando ele é citado como testemunha em um documento de cartório.

Ao longo da vida, Caravaggio envolveu-se numa série de brigas, fruto, em grande medida, de seu temperamento explosivo e dos permanentes problemas financeiros. Em 1606, o artista seria acusado de matar um jovem. À época, foge de Roma com a cabeça, literalmente, “a prêmio”. Passa, então, por Nápoles, Malta e Sicília, cidades onde se envolve em novos conflitos: como exemplo, basta lembrar que, quando em território napolitano, sofre atentado engendrado por inimigos jamais identificados pelos estudiosos.

O grande Michelangelo Merisi da Caravaggio morreria a 18 de julho de 1610, aos 38 anos, em Porto Ercole.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

ORSSE apresenta "Tosca" in Concert

Daniella Carvalho_soprano



Em julho do ano passado, a Orquestra Sinfônica de Sergipe (ORSSE) sob o comando do maestro Guilherme Mannis, apresentou no palco do Teatro Tobias Barreto (TTB), a obra “La Bohème” de Giacomo Puccini (1858-1924) em forma de concerto. Na ocasião, o espetáculo contou com as sopranos Daniella Carvalho e Carla Cottini, o tenor Marcello Vannucci, os barítonos Sebastião Teixeira e David Marcondes e os baixos Cláudio Alexandre e Saulo Javan.

Parte desse competente elenco estará envolvido com a apresentação de “Tosca” do mesmo Puccini, que acontecerá nesta quinta e sábado, às 20h30, no TTB. Regido pelo maestro e diretor artístico da ORSSE, Guilherme Mannis, o concerto semi-encenado contará com legendas em português, para melhor entendimento da história pela plateia. Sobre a realização de espetáculos dessa natureza, Mannis comenta, “o Tobias Barreto é um grande Teatro, e nossa orquestra realizou interpretações notáveis de “Aïda” e “La Bohème”, nos anos anteriores. Nada mais justo do que brindar
o nosso público com outra ópera de enorme sucesso, rara beleza musical e enredo surpreendente. Num futuro próximo, visualizo a capacidade de Sergipe abrigar um belíssimo festival de ópera, que
encantaria a toda a sociedade envolvendo, principalmente, a produção local.”

A soprano carioca, de raízes sergipanas e que atualmente está radicada em Nova York, Daniella Carvalho, viverá Floria Tosca. Já o tenor Richard Bauer interpretará Mario Cavaradossi; os barítonos Rodolfo Giugliani e Sebastião Teixeira serão, respectivamente, o Barão Scarpia e o Sacristão; o baixo Saulo Javan  encarna Angelotti e, completando o elenco, o tenor Jonathas Mathias como Spoletta e Cláudio-Alexandre Silva interpretando dois papéis: Sciarrone e Carcereiro.
A regência do Coro Sinfônico da ORSSE ficará a cargo do maestro Daniel Freire, e os espetáculos possuem ainda a assistência do maestro Daniel Nery.

Sobre Tosca- Dividida em três atos, a história da ópera se passa em Roma, no início do século XIX, num clima pós-revolucionário. Angelotti, o protagonista deste movimento, é preso pelo regime, mas consegue fugir e refugia-se numa igreja. O pintor Mario Cavaradossi é um simpatizante das
ideias revolucionárias e pelo apoio à fuga de Angelotti acaba se envolvendo com Floria Tosca, uma cantora que chega à igreja para visitá-lo.

O barão Scarpia, braço direito do poder, passa a perseguir o revolucionário, pressionando e prendendo Mario e assediando Tosca, sua amada, que faz de tudo para libertar o pintor. Após a notícia da vitória de Napoleão, subitamente comunicada, Mario declara sua vitória e Scarpia faz um acordo com Tosca para libertar o pintor, desde que cedesse aos seus encantos por uma noite. Tosca, revoltada, assassina Scarpia pensando em dias felizes com seu amor. O desenrolar da intrincada trama, no entanto, acaba trazendo acontecimentos surpreendentes.


Os ingressos para “Tosca” em formato concerto já estão à venda na bilheteria do Teatro Tobias Barreto ao preço de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Legenda da Foto: A soprano Daniella Carvalho viverá a personagem título nessa grande obra de Puccini