domingo, 15 de outubro de 2017

Contagem regressiva para a 41a Mostra Internacional de Cinema de SP

Misericórdia de Fulvio Bernasconi_http://bangalocult.blogspot.com
"Misericórdia" de Fulvio Bernasconi abre a minha programação


A gripe me pegou nessa semana que antecede a 41a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Ainda bem que já estou me recuperando e os dias que fiquei "de molho", em casa, contribuíram para que eu assistisse uma infinidade de trailers e lesse praticamente todas as sinopses dos quase 400 títulos que serão exibidos no evento desse ano.

Mas digo-lhes que a tarefa de organizar os 50 títulos (a princípio) da maratona que começa nessa quinta-feira, dia 19 de outubro e prossegue até o dia 1o de novembro, não foi nada fácil. Primeiro, eu priorizei os filmes que ganharam prêmios em festivais como Cannes, Berlim, Veneza, Toronto, entre outros. Depois, escalei os meus diretores prediletos, como Haneke, Kore-eda, Vardà, Zvyagintsev e fui elencando os títulos de suas produções mais recentes. Por fim, levei em consideração os trailers e sinopses da maioria dos filmes de cineastas iniciantes ou pouco conhecidos pelas bandas de cá e...seja o que Deus quiser. Tenho muito tiro que dei no escuro, mas espero que acerte o alvo da minha satisfação.

De um número inicial de 64 títulos possíveis de serem vistos, perdi 14 na arrumação final (com possibilidade de encaixar mais quatro). Infelizmente, a maioria dos filmes mais aguardados, pelo público e crítica, ficou concentrada na segunda semana, de modo que os choques de horários e algumas durações acima dos 120 minutos, barraram meu anseio de conferir um pacote maior de opções.

Do mesmo jeito que comemorei a inclusão, na minha programação, de "The Square" de Ruben Ostlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; ""Esplendor" de Naomi Kawase; "Loveless" de Andrey Zvyagintsev, vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes; "O Terceiro Assassinato" de Hirokazu Kore-eda; "Zama" de Lucrécia Martel e "Happy End" de Michael Haneke, lamentei a exclusão de filmes, potencialmente interessantes, a exemplo de "A Hollywood de Hitler" (Alemanha), "Blue My Mind" (Suíça), "O Sabor da Flor do Arroz" (China), "Espinho" (Dinamarca/Grécia), "O Vale das Sombras" (Noruega) e "O Motorista de Táxi", representante da Coreia do Sul para Oscar 2018.

Alguns títulos brasileiros também foram deixados em stand by (na esperança do Cine Vitória exibi-los em breve), como "Açúcar", "Aos Teus Olhos" e "Henfil", mas consegui "salvar" "Arábia"  de Affonso Uchôa e João Dumans, vencedor do Festival de Brasília; "Vazante" de Daniela Thomas, "Callado" de Emília Silveira" e "Gabriel e a Montanha" de Fellipe Barbosa.

A maratona será árdua, com pouco tempo para se alimentar e descansar, mas acredito que o saldo final será positivo, assim como foi na Mostra de 2014, quando também fiquei duas semanas na capital paulista e curti muitos títulos incríveis do Foco Escandinávia. Esse ano, o não menos gélido cinema suíço ganha destaca com 47 títulos selecionados entre produções de Alain Tanner, Georges Schwizgebel e novos diretores.

A partir dessa sexta-feira, pretendo fazer um balanço dos filmes vistos (amados e odiados) quase que diariamente. Espero que vocês acompanhem e mandem seus comentários. Até lá, sigo tomando meu Allegra e meu chá de limão, alho e mel e sussurrando: Xô gripe!!!  
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