sexta-feira, 17 de maio de 2013

2a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental homenageia Aloysio Raulino


Recentemente falecido, o cineasta e diretor de fotografia Aloysio Raulino (1947-2013) ganha homenagem na 2a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que acontece de 23 a 30 de maio em seis salas paulistanas (Reserva Cultural, Cine Livraria Cultura, Cinemateca Brasileira, Centro Cultural São Paulo, Galeria Olido e o novo Cinusp Maria Antônia), com entrada franca.

Considerado um dos mais importantes fotógrafos do cinema brasileiro, tendo assinando as imagens de mais de 100 filmes (entre eles "Braços Cruzados, Máquinas Paradas" de Roberto Gervitz e Sérgio Toledo, "Prisioneiro da Grade de Ferro" de Paulo Sacramento e "Serras da Desordem" de Andrea Tonacci), Raulino integrava a equipe da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental desde sua primeira edição.

Programada para a próxima terça-feira, às 21h, na Cinemateca Brasileira, a homenagem exibe três curtas-metragens por ele dirigidos e que mereceram restauro nos últimos anos: "Lacrimosa" (1970) co-realizado com Luna Alkalay, "O Tigre e A Gazela" (1977) e "Porto de Santos" (1978). Em seguida, um debate em torno do realizador reúne os cineastas Kiko Goifman, Hermano Penna e Paulo Sacramento, e a jornalista Maria do Rosário Caetano, com mediação de Francisco Cesar Filho.

Lacrimosa propõe um retrato da cidade de São Paulo a partir de alguns itinerários, como a avenida Marginal do Tietê e outras vias da metrópole, terrenos baldios, construções de edifícios, fachadas de fábricas. Esta triste paisagem urbana destaca crianças em completa miséria.

Já em "O Tigre e A Gazela", as fisionomias, os gestos e as falas de mendigos, pedintes, loucos e foliões que passam pelas ruas de São Paulo são ilustrados com extratos do psiquiatra, escritor e ensaísta Frantz Fanon (1925-1961), estudioso da descolonização e da psicopatologia da colonização.

Em "Porto de Santos", o maior porto da América Latina é retratado através de seus doqueiros, marinheiros e prostitutas, e também dos navios, sons e cores que constituem sua paisagem. Trata-se de um dos mais elogiados trabalhos do realizador, que assinou a direção ainda do longa-metragem "Noites Paraguayas" (1982) e de diversos curtas.

Aloysio Raulino obteve mais de 50 premiações como diretor e diretor de fotografia. Foi fundador em 1973 e primeiro presidente nacional (1974-75) da ABD - Associação Brasileira de Documentaristas; fundador, em 1974, e ex-presidente (1982-85) da APACI – Associação Paulista de Cineastas; Presidente da Comissão Estadual de Cinema (1982-85) da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo; membro do Conselho Estadual de Cultura do Governo do Estado de São Paulo (1983-85); docente da Escola de Comunicações e Artes da USP, na cadeira de Fotografia Cinematográfica (1990-95); docente da Fundação Armando Álvares Penteado, no curso de Rádio e TV, na cadeira de Fotografia em Vídeo (1996-97); e membro do Conselho da Cinemateca Brasileira (1975-2002).

A 2a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental apresenta títulos que têm o meio ambiente e a relação entre o homem e a natureza como temas centrais. São produções vindas de mais de 20 países – algumas com passagem por importantes festivais de cinema internacionais, como Cannes, Berlim, Roterdã e Sundance –, sendo que cerca de 50 delas fazem sua estreia brasileira.

O evento conta com patrocínio do Instituto Votorantim, Mondelēz e White Martins. O projeto é realizado com apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2013.

E conta com o apoio de AES Eletropaulo, Cinemateca Brasileira, Instituto Akatu, Rede Nossa São Paulo, Livraria Cultura, Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Procam- USP,  Pró Reitoria de Cultura a Extensão Universitária da USP, Maria Antônia - Centro Universitário da USP, Cinusp, Prefeitura Municipal de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura, Centro Cultural São Paulo e Cine Olido.
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