segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"Quem não tem cão, caça com gato..."

Se ainda não tivemos a oportunidade de conferir, nos cinemas da cidade, o documentário "Simonal-Ninguém Sabe o Duro que Dei", lançado em abril do ano passado no Festival É Tudo Verdade, pelo menos que possamos nos deleitar com a voz inconfundível do cantor carioca, morto em 2000, interpretando seus grandes sucessos.

É que a trilha sonora do filme, dirigido pela trinca de cérebros de CláudioManoel, Calvito Leal e Micael Langer, já pode ser adquirida nas Lojas Americanas (praticamente, único reduto de CDs novos na praça) a um preço bem convidativo de R$ 21,90.

No repertório, canções como "Sá Marina" de Antônio Adolfo/Tibério Gaspar; "Zazueira" e "País Tropical" de Jorge Ben; "Vesti Azul" de Nonato Buzar; "Roda" de Gilberto Gil/João Augusto e "Meu Limão, Meu Limoeiro" de Carlos Imperial, entre outras, permeiam o filme que procura esclarecer, de fato, o mal entendido que culminou com o ostracismo do artista até sua morte: o de que ele seria informante do DOPS e a favor da Ditadura.

Com depoimentos de "pesos pesados", como Bárbara Heliodoro, Sérgio Cabral, Miele, Nélson Mota, Chico Anysio, Pelé e dos filhos Max de Castro e Simoninha, "Simonal-Ninguém Sabe o Duro que Dei" parece ser bastante esclarecedor em relação aos aspectos dúbios envolvendo o nome do cantor com a política vigente na década de 70, ao mesmo tempo em que mostra a trajetória meteórica de um dos artistas mais populares do país há 40 anos.

Quem sabe a Sesão Notívagos não nos proporciona essa possibilidade: a de ver numa telona esse contundente documentário.

Texto: Suyene Correia

Foto: Capa da trilha sonora de "Simonal- Ninguém Sabe o Duro que Dei"
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