sexta-feira, 14 de junho de 2013

Cine Cult completa 6 Anos

O Hospedeiro_filme_http://bangalocult.blogspot.com
"O Hospedeiro" deu o pontapé inicial do Cine Cult

Há  seis anos, os cinéfilos sergipanos ganhavam um belo presente: o projeto Cine Cult, idealizado pelo produtor paulista Roberto Nunes, que durante o período de 2004 a 2012, residiu em Aracaju. Desde sua chegada à capital sergipana, Nunes esmerou-se para que tivéssemos acesso ao melhor da cinematografia mundial. Inicialmente, o projeto chamava-se Cinema de Arte e foi recebido com bastante entusiasmo pelo público, no extinto Moviecom Riomar, com exibições primorosas de filmes como “O Leopardo” de Luchino Visconti, “Dogville” de Lars Von Trier, “Arca Russa” de Alexander Sukorov, “Time” de Kim Ki-Duk e “2046” de Wong Kar-Wai, só para citar algumas pérolas.

Com o fechamento do complexo no Shopping Riomar, Nunes não desistiu da ideia e levou a proposta para o concorrente Cinemark do Shopping Jardins. Graças “aos céus”, foi acatada pelo complexo, que hoje detém o monopólio das salas de exibição aracajuanas. Assim, nascia o Cine Cult. 

O primeiro filme do projeto foi “O Hospedeiro” de Joon-Ho Bong. Lembro-me que o preço do ingresso era R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia) e a sala 1 estava praticamente lotada, naquele dia 15 de junho de 2007, às 15h. Claro que muita gente que curte os blockbusters e “torce o nariz” para o filme dito “de arte” foi conferir a produção sul-coreana, sem saber muito bem o que iria encontrar. Alguns gostaram da experiência, outros nem tanto, mas ao longo dos anos, o público do Cine Cult foi sendo formado, de modo que além das “figurinhas cativas”, houve uma renovação dos espectadores.

Difícil listar aqui quais os filmes que mais me emocionaram em pouco mais de meia década de Cine Cult. Lembro-me rapidamente de alguns títulos como “Um Beijo Roubado”, “Bubble”, “Vermelho Como o Céu”, “O Pequeno Italiano”, “Mother- A Busca Pela Verdade”, “Repulsa ao Sexo” (emocionante, assistir na telona, a esse clássico na primeira Sessão Notívagos), “Batismo de Sangue”, “Leonera”, “Lírios D’Água”, “Ao Lado da Pianista” (nesse fiquei sem fôlego, ao final), “Serras da Desordem”, “Mutum”, “A Casa de Alice”, “Rio Congelado”, “A Teta Assustada”, entre outros.

Mas algumas sessões foram emblemáticas como a do filme “O Violino” de Francisco Vargas, já que só existia uma cópia em 35 mm, circulando no Brasil e não foi fácil para Roberto Nunes consegui-la; “Do Começo ao Fim” de Aluizio Abranches, que teve sessões bem concorridas, sendo um dos filmes com maior número de espectadores do projeto, ainda que seja um desastre cinematográfico; a do filme francês “O Papel da Sua Vida” de François Favrat que teve direito até ao alarme de incêndio tocando, indevidamente, no meio da exibição; “Incêndios” de Denis Villeneuve que foi exibido no 4º aniversário do projeto, na sala 8 e deixou muita gente “grudada” na poltrona após os créditos finais. 

A iniciativa deu tão certo, que o projeto foi expandido para outras salas da Rede Cinemark do país. Hoje, o Cine Cult está em 29 complexos exibidores, distribuído por 19 cidades, entre as quais, Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), Ribeirão Preto (SP), Campinas (SP), São José dos Campos (SP), Santos (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Salvador (BA), Natal (RN) e Recife (PE). 

Algumas boas iniciativas paralelas do Cine Cult, como a Sessão Notívagos e a Virada Cinematográfica, acabaram, deixando órfãos os notívagos de plantão. Não seria a hora da Rede Cinemark repensar sobre o assunto e nos presentear com o retorno delas ? Enquanto isso não acontece, Roberto Nunes monta a programação alusiva ao 6º aniversário do Cine Cult, que acontecerá no período de 21 de junho e 18 de julho.

Por enquanto, só estão confirmadas as exibições do franco-mexicano “Depois de Lúcia” de Michel Franco e do francês “Vocês ainda não Viram Nada” de Alain Resnais, durante este período. Mais três filmes estão sendo cogitados, para completar os horários, sendo que um deles será exibido apenas no dia 11 de julho, em sessão especial, no Shopping Jardins.

Resta-nos presentear o Cine Cult com a nossa presença nas exibições. E vida longa ao Cine Cult!

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