terça-feira, 8 de julho de 2008

Rodrigo Santoro marca presença em Paulínia



A tarde do quarto dia do Festival Paulínia de cinema foi marcada por mais uma visita ilustre. Dessa vez, o galã e astro internacional, Rodrigo Santoro, compareceu ao debate "Produção-O Filme Antes do Filme" e fez algumas considerações sobre a sua preparação como ator para participar de um longa.
O ator é muito mais que um rosto bonito. Bem articulado, frisou que apesar de estar participando de produções internacionais, não deixa seu porto seguro: o Brasil. Além disso, contou como mergulha de cabeça nos personagens e de como, até pouco tempo atrás, não trabalhava com agentes.
Pena que não tenha dado para bater um papo mais demorado com o ator. Logo em seguida ao debate, que contou também com Patrick Siaretta (TeleImage), Leonardo Barros (Conspiração Filmes) e Rubens Ewald Filho como mediador, segui apressada para o Theatro a fim de conferir os filmes da noite.
A mostra competitiva iniciou com um atraso de quase uma hora, mas depois da espera, veio o curta "Simplesmente, Hilda" de Ricardo Dias Picchi, que faz um balanço da vida e produção da escritora Hilst através do depoimento de seu grande amigo Mora Fuentes.
O filme concorre na categoria de curtas regionais e até aqui, foi o melhor apresentado.
O documentário "Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais" de Carlos Prates não é um filme fácil. Se o espectador não conhece bem a produção cinematográfica brasileira dos anos 60 e 70, é melhor passar bem distante.
Apesar de ter ganho a edição de Gramado do ano passado (melhor filme e montagem), o filme me deixou tonta. Preciso urgentemente passear pelo universo de Joaquim Pedro, Alberto Graça, Andrea Tonacci e Schubert Magalhães...
Antes do longa "Alucinados" de Roberto Santucci, foi exibido também na competitiva nacional, o curta "O.D. Overdose Digital" de Marcos Debrito. O diretor abusou dos recursos digitais e realizou um filme que, apesar do tema violento, ousa na estética e obtém um ótimo resultado.
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