domingo, 12 de julho de 2009

"O Contador de Histórias" foi o melhor na Segunda Noite de Festival


Na segunda noite do Festival Paulínia de Cinema de 2009, a melhor exibição foi a de "O Contador de Histórias" de Luiz Villaça. Eu que havia assistido ao trailer em Aracaju, antes da sessão de "Jean Charles", estava com uma expectativa muito ruim, tendo em vista a péssima qualidade do material promocional.
Mas, qual não foi minha surpresa, Luiz Villaça (muito simpático) conseguiu dirigir com mão delicada e nunca, beirando a pieguice, este filme que longe de ser biográfico, conta um pouco da trajetória de Roberto Carlos Gomes, um dos melhores contadores de história que o Brasil possui.
Tendo sido filmado em São Paulo, Belo Horizonte, Paulínia e Portugal, "O Contador de Histórias" tem o mérito de contar com um elenco bem afiado -Maria de Medeiros está muito bem, assim como o elenco de amadores, sobretudo os dois garotos que fazem o personagem na infância e adolescência- além de nos apresentar um exemplo de superação, perseverança e genialidade.

Para quem desconhece, Roberto Carlos foi entregue pela mãe à FEBEM, aos seis anos de idade, e considerado irrecuperável. Após diversas fugas da instituição, ele é levado por uma pedagoga francesa- Margherit Duvas- a fim de ajudá-la em suas pesquisas sobre comportamento. No início, meio que um objeto de estudo para a estrangeira, Roberto é arredio e parece não ceder às tentativas da professora de o transformar numa pessoa melhor.


No entanto, depois do embate inicial, a vida de ambos toma um rumo bem diferente...É mais ou menos isso que Villaça nos apresenta, mas sem derrapar, sem torná-lo açucarado.
Os outros filmes exibidos na segunda noite do festival foram, "Caro Francis" de Nelson Hoineff, e os curtas "Morte Corporation" de Léo Del Castillo e "Vida Vertiginosa" de Luiz Carlos Lacerda.


Texto e Foto: Suyene Correia
Foto: Luiz Villaça (à esquerda) e o produtor Francisco Ramalho Jr. (à direita) debatem sobre "O Contador de Histórias" na manhã seguinte à exibição
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