quinta-feira, 29 de novembro de 2012

GPCIR comemora 15 anos e lança livro



Para comemorar os 15 anos do Grupo de Pesquisa Culturas, Identidades e Religiosidades (GPCIR) da Universidade Federal de Sergipe, um dos idealizadores do grupo, o Prof. Dr. Antônio Lindvaldo Sousa, estará lançando, amanhã, às 17h, no Museu da Gente Sergipana, o livro “O Pulso de Clio...Religiosidade, Cultura e Identidade”.

“Eu e a professora Verônica Nunes fomos os fundadores desse grupo de pesquisa. Após 15 anos de várias realizações, faltava ainda reunir artigos num livro coletivo e, agora, estamos lançando ‘O Pulso de Clio...’ composto por textos de colegas do GPCIR e também dos alunos do CNPQ”, explica o organizador da publicação.

No livro, foram reunidos 10 artigos que refletem os mais recentes caminhos abertos pela pesquisa dos historiadores, não mais restritos aos campos dedicados à economia e à política. O artigo de abertura é de autoria do Prof. Dr. Antônio Lindvaldo. Em “Núcleos de Povoamento e Expansão da Cristandade na América Portuguesa no Século XVII: o caso de Sergipe Del Rey”, o historiador ocupa-se da formação de Sergipe Del Rey e chama a atenção, que tal organização espacial e econômica, dá-se em relação que envolve homens e mulheres que vivem em situação diferenciada daquela ocorrida na Pernambuco de Duarte Coelho.


Segundo Severino Vicente da Silva, professor adjunto do Departamento de História da UFPE, responsável pelo texto de apresentação do livro, Lindvaldo Sousa nos leva a uma releitura da historiografia e nos mostra que, apesar da inexistência dos engenhos, mas considerando a formação social específica por conta da necessidade dos espaços para o gado, formaram-se povoações que construíram capelas e essas construções toscas ou melhor acabadas, foram impostantes no processo de estabelecimento de uma civilização cristã no Sergipe Del Rey. 

“O meu texto é uma nova proposta dentro da História Cultural que vê que todos os historiadores clássicos, sempre minimizaram o papel dos núcleos de povoamento do Brasil Colonial. Como a principal economia estava no campo, considerava que o núcleo de povoamento era mais um entreposto entre a região que produzia e o mercado de fora. E há uma corrente agora, liderada por Ronald Ramineli e com a qual eu me filio, que os núcleos de povoamento tiveram uma importância muito grande no período Colonial, no sentido de expansão da Cristandade como esteio de dominação do Estado”, conta Lindvaldo.

Seguem outros textos de igual importância como “Imigração e Igreja Católica: a Pia Sociedade das Missões no Rio Grande do Sul” de Jérri Roberto Marin; “Igreja Presbiteriana na Bahia Entre 1872-1900: o cotidiano dos fiéis” de Mariana Ellen Santos Seixas; “Jardins de Memórias Verdes: História, Literatura e Narrativa” de Claudefranklin Monteiro Santos; “Montezuma: um venturoso “homem de cor” na Corte Imperial” de Petrônio Domingues, entre outros.

O livro, publicado pela Redes Editora, completa-se com mais cinco textos, assinados por Andreza Silva Matos, Alealdo Wendell Menêses Mendonça, Tatiane Oliveira Cunha, Andréa Bandeira e Uílder do Espírito Santo Celestino.


A proposta é de que após o lançamento em Aracaju, “O Pulso de Clio...” também ganhe lançamento em outras praças do país.


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