quinta-feira, 15 de julho de 2010

Paulínia Festival de Cinema 2010

Cheguei exausta em Paulínia hoje, por volta do meio-dia, depois de quase seis horas de viagem (entre escalas e conexões). Pela terceira vez consecutiva, venho cobrir o evento, a convite da organização. A abertura do festival acontece logo mais, às 20h, com a exibição da cópia restaurada de "O Beijo da Mulher Aranha" de Hector Babenco, no belo Theatro Municipal. O diretor argentino radicado no Brasil será o grande homenageado do festival nesta sua terceira edição e os atores Lázaro Ramos e Fernanda Torres comandarão a cerimônia.

Seguindo o curso natural das coisas, o festival vem se consolidando ao longo do tempo e expandindo sua programação. Este ano, vai ser difícil dar conta de workshops, seminários, debates, coletivas e filmes. Mas procurarei estar presente na maioria dos encontros e atividades, a fim de deixar o internauta por dentro de tudo. A novidade é que esses encontros acontecerão em dois estúdios localizados no pólo cinematográfico da cidade.

Amanhã, às 13h, já está agendada uma coletiva com o Babenco. À noite, a maratona de filmes começa com a exibição de "Pixote in Memoriam" de Felipe Briso e Gilberto Topczewski; o curta regional "Só Não Tem quem Não Quer" de Hidalgo Romero; o documentário "Leite e Ferro" de Cláudia Priscilla; apresentação especial de filmes feitos para o Cel.U.Cine; o curta nacional "Tempestade" de César Cabral e o longa "As Doze Estrelas" de Luiz Alberto Pereira.

A premiação este ano atinge a marca de R$ 650 mil. As quatro principais categorias agraciadas com prêmio em dinheiro são Curta Regional, Curta Nacional, Documentário (longa) e Ficção (longa). Só o longa de ficção ganhará a "bagatela" de R$ 150 mil. Atores, diretores e outros profissionais envolvidos nas produções selecionadas também concorrem em categorias específicas.

Segundo Emerson Alves, secretário de Cultura de Paulínia, a cidade hoje é responsável por um terço da produção nacional de cinema e, em termos de mercado, o Paulínia Festival de Cinema é o segundo maior do país.

Texto: Suyene Correia

Um comentário:

um ser anônimo de outro estranho disse...

suy, ansiosíssimo pelas próximas postagens sobre o festival de paulínea. caramba, não tinha noção exata do que ele poderia ser, e só de ler seu post, fiquei bastante curioso por suas atualizações para acompanhá-lo através de sua cobertura!!! sucesso aí pra ti no festival, aproveita bastante, nos proporciona acompanhá-lo através dos seus olhos de altíssima qualidade profissional...toda sorte do mundo e muuito obrigado por nos dar esse presentão, assim também como todos os outros que estão aqui no teu blog.
beijo grande.!