quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ben-Hur: Vitalidade aos 50 Anos



Exatamente há 50 anos, estreava nos Estados Unidos, o épico "Ben-Hur" dirigido por William Wyler. Mesmo sendo a terceira versão cinematográfica do livro homônimo de Lewis Wallace- que conta a estória de amizade e desavença entre o judeu Judah Ben-Hur (Charlton Heston) e o romano Messala (Stephen Boyd)-  o "Ben-Hur" de 1959 é o mais lembrado até hoje e o de maior opulência (existe uma versão curta de 1907 e outra longa, de 1925, ambas mudas).

Os números não negam: 11 Oscars, 212 minutos de duração, nove meses de filmagens (sendo três meses para a Corrida de Bigas), oito mil figurantes (reais), 100 mil peças de figurino e mais de 300 peças de cenário. Tudo isso, numa produção que custou cerca de US$ 15 milhões aos cofres da Metro-Goldwyn-Mayer, mas que faturou cinco vezes mais, salvando o estúdio da falência.

O que mais me impressiona a cada oportunidade que tenho de rever a película, é como ela não envelhece com o passar do tempo. Mesmo numa época em que a computação gráfica é a palavra chave quando o assunto é efeito especial, "Ben-Hur" consegue surpreender, por conta de um trabalho sem precedentes de cenografia e cenas de ação.

Lembro-me que há dois anos, quando fui dar uma palestra no Colégio Módulo, sobre Cinema, exibi os 20 minutos da Corrida de Bigas e os adolescentes de 13 e 14 anos, vibraram como ninguém ao final da cena. Minha intenção, frente aos estudantes da Era Digital, era justamente despertar neles, a emoção que o Cinema, em sua essência, pode provocar.  E para minha surpresa, consegui alcançar o objetivo.

Durante a exibição da cena, pude perceber diversas reações dos alunos- às vezes, de apreensão, outras  de surpresa- mas ao final, quando o personagem principal consegue vencer a corrida, a vibração foi geral, com aplausos, gritos de "uuh-ha" e uma satisfação que me invadiu as entranhas.

Afinal, não importa como foi feito o filme, em que época ele foi realizado: o velho e bom cinema, ainda consegue emocionar essa galera jovem,  que conhece pouquíssimas referências da Sétima Arte. Em se tratando de "Ben-Hur", então, uma dádiva. Mostra a vitalidade que esse filme de meio século tem e ainda terá ao longo de muito tempo.

Texto: Suyene Correia

Foto: Cena da famosa corrida de bigas, que levou três meses para ser realizada

4 comentários:

Anônimo disse...

Querida Suyene, suas palavras só reforça o que dizia meu querido professor de Filosofia, lá na Universidade Estadual de Alagoas, o saudoso César Fontes: "Os clássicos não envelhecem nunca".
Abraços.
Rejane

um ser anônimo de outro estranho disse...

você me deixou bem curioso pra assistir a essa cena su! e confesso que me deixou também intrigado para ver o filme por completo! hum...anotá-lo como filmes que tenho a assistir,assim também como "Morte em veneza". beeeijo e mais uma vez parabén pelo blog!

Anônimo disse...

Minha querida é sempre bom ler seus escritos... Agrega...

Armando Maynard disse...

Suyene, quem sabe se não vem aí uma versão de Ben-Hur em formato Imax. Seria emocionante assistir a corrida de bigas naquela tela gigante. Até hoje não esqueço deste espetáculo cinematográfico, que foi exibido aqui em Aracaju no saudoso Cine Palace, com direito a intervalo. Um abraço. Armando.