sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Polayne e seu "Circo Singular"





Pessoal, depois de uma semana sem escrever uma linha sequer ( o final das férias está me deixando mais amuada...), venho falar um pouquinho sobre o novo disco da Patrícia Polayne- "O Circo Singular"- que foi lançado na última quarta-feira, em pleno Circo Estoril.

Primeiro disco da cantora sergipana, que passou um bom tempo de sua existência na "ponte" Rio-Aracaju, "O Circo Singular" é um achado.  Com esse "primogênito", Patrícia se consolida como uma artista de nível nacional, que bem  poderia  realizar uma turnê pelos quatro cantos do país. Experiência ela tem de sobra. Agora, que conta com um produto fonográfico nas mãos, que entre em campo para divulgar seu trabalho além Terras de Ará.

Das 10 canções presentes no CD, patrocinado pela FUNARTE e que teve a capa fotografada por Vinícius  Fontes, apenas duas, "Lentes de Contato" e "Dote da Donzela", não são de sua exclusiva autoria. A primeira é uma parceria de Kleber Melo e Bruno Montalvão, enquanto que a segunda, Polayne assina junto com a amiga Marta Mari.

E diga-se de passagem, a poesia que emana do produto fonográfico é sublime. Uma poesia que não se limita às letras das canções, mas sobretudo à musicalidade das mesmas. Os arranjos bem produzidos pela própria cantora, juntamente com os músicos que a acompanham, é que dá o toque especialíssimo a "Quintal Moderno" (para mim, a mais bela canção do disco), "Sapato Novo" e "Rio Sim" (esta última, com um quê das canções de Bebel Gilberto).

Já em "O Circo Singular" (canção que abre o disco), "Arrastada" e "Aparelho de Memoriar", a intenção parece ser chamar a atenção para nossas origens (negra e indígena) com uma percussão forte e um ritmo envolvente. A tradição aqui, acompanha sem descompasso a contemporaneidade. O som sintético combina direitinho com o som emitido pelas alfaias e o pandeiro tocados por Pedrinho Mendonça.

Realmente, este " O Circo Singular" é de encher os ouvidos e que Patrícia Polayne saiba fazer por onde alavancar sua carreira artística. O disco promocional foi vendido a R$ 5 e deverá ser comercializado hoje, no show que acontece na UFS e amanhã, em Laranjeiras.

Por falar em show, o que aconteceu na última quarta-feira contou com um bom público. Gratuito, ele foi idealizado para acontecer no picadeiro do circo por conta da gravação da TV Aperipê. A emissora irá veicular  o espetáculo no próximo mês, em data a ser confirmada. Acredito que por conta dos ajustes técnicos dessa gravação, é que o público presente teve que esperar por mais de uma hora e meia para o início do espetáculo. Um erro imperdoável, tendo em vista a alta temperatura dentro do espaço circense.

Mas depois que Polayne entrou no picadeiro e assumiu os vocais, o público ficou hipnotizado com sua performance. Com um figurino belamente assinado pelo estilista Altair Santo, a cantora rodopiou, fez caras e bocas e soltou a voz para interpretar suas composições. A banda que a acompanhou estava afinadíssima e  ninguém saiu do tom. O único porém, talvez seja o excesso de solfejos que a cantora executa. É marca registrada dela, mas não estaria na hora de diminuir um pouquinho essa frequência ?

Texto e Fotos : Suyene Correia

Fotos: Alguns momentos do show de lançamento do disco "O Circo Singular" de Patírica Polayne que aconteceu no Circo Estoril

Um comentário:

nucleo disse...

Sou estagiário da Aperipê e confesso que ninguém mais sofreu com o calor que a equipe da gravação do DVD, já que estávamos lá PRONTOS desde as 17 horas.

Compreensível a sua suposição porém não é verídica.

abraços